Sexta, 11 de Setembro de 2026
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“Não Peço Licença para Ocupar Espaços de Poder”: Daiane Luna sacode a política do Rio com gestão, coragem e dignidade para as mulheres

A gestora que desafia as velhas estruturas da Alerj com foco em empreendedorismo e o resgate de mães atípicas

Jornalista Anderson Lopes
Por: Jornalista Anderson Lopes Fonte: Competência Não Tem Gênero
11/09/2026 às 15h12 Atualizada em 11/09/2026 às 16h42
“Não Peço Licença para Ocupar Espaços de Poder”: Daiane Luna sacode a política do Rio com gestão, coragem e dignidade para as mulheres
Daiane Luna - Foto de Capa: Instagram / @daianelunarj

O cenário político do Rio de Janeiro ganha uma nova e necessária perspectiva com a candidatura à Alerj de uma líder que personifica a união entre o rigor técnico da gestão pública e a defesa intransigente dos direitos das mulheres. Em entrevista de altíssimo impacto concedida à coluna Nossa, Arraso!, Daiane Luna joga luz sobre o urgente combate à violência política de gênero. Com a autoridade de quem já liderou setores complexos e tradicionalmente masculinos, ela reitera que sua atuação parlamentar será guiada pela independência e pela coragem de não se curvar às velhas estruturas partidárias fluminenses: "Competência, liderança e capacidade não têm gênero."

Ao questionar de forma firme e elegante o uso oportunista de causas sociais na engrenagem eleitoral, a candidata traduz indignação em propostas concretas. Seu plano de ação visa resgatar as mães atípicas da exaustão institucional e das filas do SUS, defendendo a descentralização estratégica de recursos e a criação de uma rede real de apoio à saúde mental de quem cuida.

Paralelamente, Daiane projeta a expansão de seu legado na iniciativa privada - o Hub Mulheres de Frente -transformando-o em uma robusta política pública estadual. O objetivo é criar uma rampa de saída da informalidade para milhares de mulheres por meio do acesso facilitado ao microcrédito e à capacitação executiva, blindando o sustento e o futuro de suas famílias. Para a líder, a emancipação financeira não é um mero discurso, mas o alicerce fundamental da dignidade humana:"Sem autonomia econômica, não existe liberdade de verdade."

Abaixo, acompanhe o diálogo na íntegra e compreenda como a gestora planeja legislar, fiscalizar e transformar o Rio de Janeiro com independência, transparência e sem pedir licença para ocupar o seu espaço legítimo de poder.

 

 

AL- Mulher empoderada na política incomoda. A gente viu no Brasil um aumento absurdo de violência política de gênero. Você já sentiu na pele essa tentativa de te silenciar? Está preparada para ser desafiada politicamente todos os dias por ser mulher, por ser firme e por não pedir licença para ocupar espaço?

DL - Já senti, sim. E aprendi que, quando uma mulher decide ocupar espaços de poder com firmeza, ela será questionada muitas vezes de uma forma que um homem não seria.

Mas eu não entrei na política para pedir licença. Entrei para representar mulheres que muitas vezes não conseguem ser ouvidas. Podem tentar me desafiar, diminuir ou silenciar.

A minha resposta será trabalho, resultado e coragem. Quanto maior o desafio, mais eu lembro por que estou aqui.

 

AL- Você comandou um setor predominantemente masculino, trânsito, Detran, autoescola e agora mira outro cenário ainda mais desafiador: a política do Rio. Qual foi o “não” mais machista que você já ouviu nesses ambientes e como você transformou isso em combustível?

DL- Talvez o pior 'não' nem seja uma frase específica. É aquele olhar que diz: 'esse lugar não é para você. Eu vivi isso em ambientes predominantemente masculinos e também na política.

E transformei cada dúvida em entrega. No Detran Mulher, por exemplo, mostramos que uma mulher pode ocupar um espaço historicamente masculino e construir políticas voltadas para quem estava invisível.

Eu não quero provar que sou melhor do que os homens. Quero provar que competência, liderança e capacidade não têm gênero.

 

AL- Sua pauta traz as mães atípicas, uma das bandeiras mais urgentes e esquecidas do Rio. A gente está cansada de político que usa mãe atípica só para foto de campanha. Se eleita, qual projeto concreto seu tira essa mãe da fila do SUS, da exaustão e coloca apoio real e dignidade na casa dela?

DL- Eu não quero mãe atípica apenas em fotografia de campanha. Quero essa mãe participando da construção das políticas públicas.

Como deputada estadual, quero atuar em três frentes: cobrar e fiscalizar a ampliação do acesso ao diagnóstico, terapias e atendimento especializado; lutar por orçamento para fortalecer a rede de cuidado; e defender políticas de acolhimento também para quem cuida.

Porque existe uma mulher por trás daquela criança que muitas vezes abandonou emprego, renda e até o próprio cuidado. Meu compromisso é fiscalizar, destinar recursos e construir soluções junto com essas famílias.

 

AL- Como CEO do Hub Mulheres de Frente, você fala para mulheres que querem ser donas do próprio negócio. Mas a real do Rio é que a maioria empreende por pura necessidade, na informalidade. Como o seu mandato vai tirar essa mulher do sufoco e fazer ela virar, de fato, CEO da própria vida?

DL- Essa mulher é exatamente uma das razões pelas quais eu criei o Hub Mulheres de Frente. Eu conheço a realidade de quem começa pequeno, muitas vezes por necessidade, sem crédito, capacitação ou rede de apoio.

No mandato, quero transformar essa experiência em política pública: ampliar acesso ao microcrédito, educação financeira, capacitação, formalização e oportunidades de comercialização, com atenção especial às mães solo e mulheres em vulnerabilidade.

E isso vale para os empreendedores do Rio como um todo. Porque autonomia econômica não é discurso: é uma mulher poder colocar comida dentro de casa, sustentar seus filhos e ter liberdade para decidir o próprio futuro.

Sem autonomia, não existe liberdade de verdade.

 

AL- O Rio tem histórico de estruturas partidárias pesadas e da velha política que costuma engolir quem chega de fora com perfil executivo. Como você planeja furar essa bolha e governar sem precisar se curvar aos velhos esquemas que atrasam o estado?

DL- Eu não chego de fora da política. Eu conheço a gestão pública, conheço a política e, principalmente, conheço o que acontece na ponta. Já ocupei cargos de liderança e aprendi uma coisa: diálogo é necessário, submissão não.

Se eu chegar à Alerj, não vou governar - vou legislar, fiscalizar e representar. E quero exercer essas funções com independência, transparência e compromisso com a população.

Vou dialogar com governo, oposição e todos aqueles que estiverem dispostos a construir soluções para o Rio. Mas existe uma linha que eu não ultrapasso: meus princípios.

Eu não estou entrando para fazer parte de um esquema. Estou entrando para ajudar a mudar uma lógica. Minha força precisa vir das pessoas, das mulheres, das famílias e dos empreendedores que acreditam que é possível fazer política de um jeito diferente.

Eu posso fazer alianças pelo Rio. O que eu r faço é negociar aquilo em que acredito.

 

 

@ Portal AL 2.0.2.6

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