
Abrindo a nossa coluna em grande estilo, temos a honra de conversar com uma mulher que é pura inspiração: Roseana Murray, poetisa e escritora premiada, com mais de 100 livros publicados e uma trajetória marcada pela sensibilidade, força e dedicação à literatura.
Roseana transita entre a poesia, os contos e a literatura infanto-juvenil, conquistando leitores de todas as idades. Seu trabalho ultrapassa os livros e chega até iniciativas transformadoras, como o projeto “Café, Pão e Texto”, que aproxima jovens da magia da leitura.
Na estreia da “Nossa, Arraso!”, ela compartilha conosco sua visão sobre literatura, inspirações, projetos e, claro, sua força como mulher que abre caminhos.
Confira a entrevista completa abaixo.
AL - Roseana, você tem uma obra vasta, com mais de 100 livros publicados. O que mais a inspira na hora de escrever para públicos tão diversos — crianças, jovens e adultos?
Rs: Quando escrevo para criança busco um tema, uso algum humor e nonsense. Além dos livros físicos tenho mais de 30 E books gratuitos e ilustrados em meu site para todas as idades. Quando escrevo poemas para jovens ou adultos...tudo serve de inspiração.
AL - A literatura infanto-juvenil no Brasil tem crescido muito. Como você enxerga o papel da poesia e da fantasia na formação de novos leitores?
Rs: Poesia, fantasia e devaneio são fundamentais para podermos viver. O sonho. E sim, desde meu primeiro livro em 1980, a literatura infanto-juvenil se expandiu enormemente.
AL - Você já recebeu prêmios importantes, como o da Academia Brasileira de Letras e da FNLIJ. Como esses reconhecimentos impactaram sua trajetória e a sua relação com a literatura?
Rs: A minha relação com a literatura é visceral. Desde muito cedo. Vivo para ler, eu acho. A leitura e a escrita estão amalgamadas e os Prêmios apenas nos dizem que estamos no caminho certo.
AL - O projeto “Café, Pão e Texto” aproxima escolas públicas do universo da leitura de uma forma muito acolhedora. Como nasceu essa ideia e qual tem sido a maior emoção nesse trabalho?
Rs: Ainda não consegui um fluxo para o Café, Pão e Texto em Visconde de Mauá. Fiz poucos encontros até agora: 1 Escola e 2 encontros com Professoras aposentadas. Vamos ver se conseguirei. Vou insistir. A ideia nasceu pouco depois que cheguei a Saquarema com meu marido Juan Arias e este projeto durante anos foi feito em conjunto com a Secretaria de Educação. Depois eles saíram e segui sozinha por muitos anos até me mudar para a montanha neste ano. A emoção é imensa. Amo este projeto.
AL - Como mulher, escritora e referência cultural, qual conselho você daria para outras mulheres que desejam trilhar seus próprios caminhos na literatura ou em qualquer área criativa?
Rs: É preciso trabalhar sempre tendo os nossos sonhos e desejos como bússola. Para mim a escrita é um ofício.
AL - E para finalizar: qual é o seu maior “arraso” da vida? Aquele momento em que você olha para trás e sente orgulho da sua caminhada.
Rs: O momento mais impressionante não é único. A minha poesia ser amada é sempre um susto maravilhoso.

23/03, no Café, Pão e Texto, na Casa Amarela em Saquarema, o Coletivo “Literalmente Elas” - Foto: Roseana Murray
Entrevista exclusiva realizada pelo Jornalista Anderson Lopes
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