O Clássico Êxodo, nova criação do Coletivo Arame Farpado estreia no Sesc de Copacabana

Dia 05/03

O Clássico Êxodo é a nova criação do Coletivo Arame Farpado que se debruçará sobre um dos temas que mais impactam as grandes cidades e que contribuem fortemente para as desigualdades urbanas: O transporte público. O projeto destinado a todos os cidadãos – moradores do Rio de Janeiro ou não – interessados em refletir sobre a cidade a partir do humor, da crítica e do deboche, acontecerá na sala Multiuso do Sesc Copacabana, de 05 a 29 de março, de quinta a domingo, sempre às 18h.

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Para a maioria da população, o lazer, o acesso à cultura, ou até mesmo ir ao trabalho se torna um caos com extensos engarrafamentos, defeito ou a falta de ar condicionado e constantes atrasos na rede. Ao se debruçar sobre o transporte da cidade,  sua geografia espacial, seus fluxos e contra-fluxos e seu contexto político, poderemos pensar a cidade como sendo mais do que um espaço geográfico mas como cidade linguagem e uma cidade dramatúrgica. Fala-se, portanto, do direito à cidade, questionando: Qual é a população que é a mais afetada com tudo isso?

Ao refletir sobre a mobilidade na cidade e lançar mão de suportes audiovisuais e cênicos, o novo projeto se apresenta como um exemplo de produção artística inovadora, fomentando a convergência entre arte, cidade e tecnologia. O caos urbano é a força motriz dessa pesquisa, que produzirá uma performance urbana, um espetáculo teatral e um documentário.

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E, nas apresentações, uma atriz estará atrasada em tempo real, deixando o resto do elenco e plateia concluírem a peça “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, e investigando a vida do ator pelas redes sociais projetadas no teatro. Já a artista, durante o trajeto para chegar , fará uma intervenção urbana pesquisando a relação entre ficção e realidade, CPI dos ônibus e a relação com os transportes públicos. Trajeto esse que será documentado pelo Coletivo de audiovisual Cafuné na Laje e disponibilizado aos celulares do público do teatro nas redes sociais do dos coletivos.

Essa tríade pretende não só interagir mas dar visibilidade para essa face esquecida por muitos, propor novas formas de olhar para a mesma, repensar seus códigos e suas cartografias, tendo como ponto de partida as casas de origem dos integrantes do Arame Farpado: Realengo, São Gonçalo, Complexo da Maré e Jardim Palmares.

 

Coletivo Arame Farpado

O Coletivo Arame Farpado nasceu em 2017 , na UniRio, com espetáculo de mesmo nome, ganhador do 8º Prêmio Questão de Crítica. Refletir a cidade enquanto cultura, linguagem e estética a partir da ótica periférica é um dos seus objetivos principais

 

Coletivo Cafuné na Laje

É um movimento independente de arte-educação atuante no Rio de Janeiro, no Jacarezinho, uma das maiores favelas da cidade. Formado por facilitadores que buscam otimizar o processo de aprendizado e utilizam o cinema e a fotografia como principais linguagens, com a finalidade de gerar reflexão crítica e estimular a preservação da memória atribuindo arte e tecnologia a esse processo orgânico de troca de indivíduos. Tendo produzido diversos curta-metragem, entre eles o curta  “Favela que me viu crescer” (disponível no youtube)

 

Sinopse: Após um cálculo em que se dá conta que passará 30 anos num transporte público, uma mulher negra resolve driblar o tempo e a tripla jornada que mulheres negras estão expostas na sociedade e resolve morar dentro do ônibus na cidade com o pior transporte público do mundo.

 

FICHA TÉCNICA:

Criação: João Pedro Zabeti, Lais Lage, Lidiane Oliveira, Peterson Oliveira, Phellipe Azevedo, Sol Targino + JV Santos

Direção: Phellipe Azevedo

Elenco: João Pedro Zabeti, Lais Lage, Lidiane Oliveira, Peterson Oliveira e Sol Targino.

Direção audiovisual: João Vitor Santos

Consultoria de audiovisual: Marton Olympio

Assistência de direção: Hemily Mourão e Gabriela Faccioli

Roteiro: João Zabeti, JV Santos, Lais Lage, Lidiane Oliveira, Peterson Oliveira, Phellipe Azevedo, Sol Targino e Wallace Lino

Direção de fotografia: Theus Santos Assistência de fotografia: Victor Domingues Som direto: Eduardo Falcão

 

Edição: Jonas Rosa

Orientação teórica: Leonardo Melo

Dramaturgia: Wallace Lino + Coletivo Arame Farpado + Coletivo Cafuné na Laje

Direção de artes: Giulia Maria Reis

Designer de projeto cenográfico: Carolina Frossard

Figurino: Renata Alves

Iluminação: Luan Almeida

Direção musical: Rodrigo Maré Souza Preparação corporal: Juliana Longuinho Assessoria de imprensa: Duetto Comunicações

Produção: Brabíssima Produções e WDO Produções

Direção de produção: Mariluci Nascimento e Wellington de Oliveira

Assistência de produção: Aza NoAr

Design gráfico e fotos: Matheus Affonso

Realização: Coletivo Arame Farpado e Coletivo Cafuné na Laje

 

Serviços:

O Clássico Êxodo

De 05 e 29 de março de 2020

De quinta a domingo, às 18h

Multiuso do Sesc Copacabana

Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

 Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira) Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento:

Terça a Sexta – de 9h às 20h;

Sábados, domingos e feriados – das 12h às 20h.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 70 minutos

Lotação: 50 lugares – aproximadamente

 

 

O Clássico Êxodo

 

Coletivo vencedor do 8º Prêmio Questão de Crítica traz aos palcos do Sesc Copacabana, a partir do dia 05 de março, uma reflexão artística sobre a mobilidade urbana da cidade que já foi classificada com o pior sistema de transporte do mundo,  o Rio de Janeiro.

O transporte público é uma zona nevrálgica para o Rio, que já foi classificado como o pior sistema de transporte entre uma amostra de 74 cidades do mundo. A cidade vivenciou os efeitos das manifestações de 2013, após o aumento de R$ 0,20 na tarifa; testemunhou a cpi dos ônibus, em 2018, e viu o principal empresário do setor ser condenado pela operação lava – jato, em 2019.

https://www.youtube.com/watch?v=pSlpcvzVeoc&feature=emb_title

 

 

 

 

-Duetto | Assessoria de Imprensa e Comunicação-

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