Encenação e poesia! “Negra Palavra Solano Trindade” estreia dia 18/10 no Sesc Tijuca

Direção: Renato Farias e Orlando Caldeira

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Solano Trindade, poeta pernambucano, ativista político, ator de cinema, artista plástico, pesquisador de culturas populares, homem de teatro e negro. Conhecido como O Poeta do Povo, foi e é uma referência fundamental na luta por igualdade no país. Entre os anos 30 e 60, fundou vários movimentos negros no país, como a Frente Negra Pernambucana, o Centro de Cultura Afro-Brasileiro e o Teatro Popular Brasileiro. Solano levou sua arte e militância de Pernambuco para o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e, finalmente, para a cidade de Embu no interior de São Paulo, hoje conhecida como Embu das Artes. A homenagem poderá ser vista nos palcos do Teatro II do Sesc Tijuca, a partir do dia 18 de outubro, às 19:00.

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Em cada cidade que viveu, Solano Trindade emprestou seu corpo, voz  e poesia para lutar contra à opressão aos negros e pobres e para construir um mundo de justiça e solidariedade. O espetáculo “Negra Palavra Solano Trindade” é o segundo em 2019 que traz à cena teatral o nome de Solano de maneiras distintas mas enaltecendo sua importância na trajetória da poesia e da escrita preta brasileira. Este, trata-se portanto de um projeto pensado e construído por um coletivo negro que tem como primazia visibilizar corpos e pensamentos renomados em sua história.

Sendo mais atual do que nunca, a ideia é enaltecer, difundir no âmbito popular e aplaudir a obra poética não só de Solano Trindade como o trabalho de valorização feito pelos mais distintos coletivos negros. Pois, enquanto muitas salas de teatro estão sofrendo pela baixa de seu público habitual, produções com temáticas negras estão lotando suas apresentações. O protagonismo negro nas artes está atraindo um número cada vez maior de pessoas que antes não se viam representadas, e que, agora, estão entendendo a arte como um lugar de pertencimento.

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“O maior desafio e creio que, também, a grande força desse trabalho, veio da percepção de que as poesias de SOLANO são profundamente atuais.  Assim, buscamos entender como suas palavras reverberam nos atores hoje, para intuir  uma projeção do poeta no futuro. A dramaturgia, composta apenas por poesias, e a construção do espetáculo feita, em sua grande maioria, por artistas e criadores negros, deu origem a um trabalho que dialoga com o Brasil atual e, através do pensamento e da sensibilidade de SOLANO, aponta caminhos de beleza, afeto, resistência e luta” – afirma Renato Farias, roteirista e diretor do espetáculo.

Jovens artistas negros estão dando continuidade ao trabalho iniciado por ele. São potências que estão “transformando” o entendimento e o consumo da arte no Brasil. Seguindo esse fluxo de empoderamento e “apoderamento” artístico cultural, o espetáculo “Solano” conta com um elenco exclusivamente negro para encarnar a vida e a obra do artista.

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Além da representatividade, é preciso ter oportunidade. Assim, dentre os 10 atores em cena, há profissionais que estarão iniciando nas artes cênicas a partir deste projeto, oriundos do curso Nova Visão, ministrado pelo Coletivo Preto. A ficha técnica segue a mesma premissa, sendo majoritariamente negra e abrindo espaço para novas narrativas.

 

((( A COMPANHIA DE TEATRO ÍNTIMO )))

Surgiu em 2005, abriu mão da quarta parede e aproximou-se de seus espectadores. O trabalho com a poesia vem, desde 2008, demonstrando que a palavra poética abre caminhos para o afeto e a horizontalidade na relação entre ator e espectador.

O espetáculo Adélia”, com poesias de Adélia Prado estreou em 2010, recebeu o Prêmio Miriam Muniz de Teatro, e foi apresentado no Rio, SP Curitiba, Belo Horizonte e em Divinópolis, para a própria poeta.

Erê, Pia, Curumim”, de 2013, levou a poesia de Drummond, Quintana, Adélia, Cecília, Ana Cristina César, Manoel de Barros e Jorge de Lima para crianças.  “João Cabral”, permitiu traduzir a força das imagens do poeta pernambucano comovendo público e crítica.

Agora, a partir da experiência da transposição da poesia para a cena adquirida nos últimos 11 anos de trabalho, a Companhia se une ao Coletivo Preto e a outros profissionais negros para abrir a cortina para a poesia de Solano Trindade.

 

((( O COLETIVO PRETO )))

Surgiu em 2016 e é formado por 4 jovens artistas e realizadores – Drayson Menezzes, Orlando Caldeira, Licínio Januário e Sol Menezzes – residentes na cidade do Rio de Janeiro. O Coletivo tem como intuito produzir, fomentar e divulgar trabalhos que coloquem o homem e a mulher negra em papéis de protagonismo.

Além da produção e realização de espetáculos teatrais (Boquinha… E Assim Surgiu o Mundo, Lívia e Será que Vai Chover? ), o Coletivo Preto desenvolve outras atividades tais como:

 

((( ESCRITA PRETA )))

Ciclo de leituras dramatizadas com dramaturgos, atores e diretores negros criado com o intuito de fomentar a dramaturgia negra.

 

((( NOVA VISÃO )))

Oficina de teatro e vídeo que tem como objetivo principal instrumentalizar artistas negros par que tenham competitividade no Mercado de trabalho. A oficina cria não só um espaço de troca de conhecimento mas também de acolhimento, no qual se pode tratar das especificidades enquanto artistas negros.

 

((( MAPEANDO OS NOSSOS )))

Projeto que busca qualificar e produzir material audiovisual de qualidade para atores negros para que possam competir igualmente no mercado de trabalho.

 

((( SINOPSE )))

No palco, 10 atores. Negros. Que trazem Solano Trindade à contemporaneidade. Com encenação e poesia, os atores retratam as situações cotidianas vivenciadas pela comunidade preta, valorizam a matriz africana e enaltecem o amor, tão propagado pelo artista na década de 30, o afeto, a resistência e a luta.

 

FICHA TÉCNICA:

Poesias de Solano Trindade

Direção de Orlando Caldeira e Renato Farias

Roteiro: Renato Farias

Coordenação geral de projeto e elaboração de projeto: Eudes Veloso

Produção: Sol Miranda

Produção de marketing : Aliny Ulbricht

Coordenação de produção: Thatiana Moreira

Designer : Juliana Barboza

Elenco: Adriano Torres, André Américo, Breno Ferreira, Drayson Menezzes, Eudes Veloso, Leandro Cunha, Lucas Sampaio, Orlando Caldeira, Rodrigo Átila e Thiago Hypolito.

Roteiro: Renato Farias

Preparação de atores: Draysson Menezes

Música: André Muato

Direção Musical: André Muato

Vídeos: Thiago Sacramento

Figurinos: Patrick Ramos

Iluminação: Rafael Sieg

Oficina de Danças Populares: Géssica Justino

Oficina de Corpo Cênico e Ancestralidade: Tatiana Tibúrcio

Fotografia: Leandro Cunha

Assessoria de Imprensa: Duetto Comunicação

 

 

SERVIÇOS:

NEGRA PALAVRA SOLANO TRINDADE

Temporada de 18 de outubro a 10 de novembro – sexta a domingo

Sesc Tijuca – Teatro II

Rua Barão de Mesquita – 549 – Rio de Janeiro – RJ – Telefone: (21) 3238 – 2167

Duração: 60 min

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) / 15,00 (meia) / R$ R$ 7,50 (associados Sesc)

Capacidade: 50 lugares

 

 

 

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-Duetto | Assessoria de Imprensa e Comunicação-

 

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