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Fechar com chave de ouro! Museu do Samba fecha ano com 125 depoimentos em acervo de seu centro de referência

Fechar com chave de ouro! Museu do Samba fecha ano com 125 depoimentos em acervo de seu centro de referência

Jornalista Anderson Lopes
Por: Jornalista Anderson Lopes
14/12/2017 às 15h22
Fechar com chave de ouro! Museu do Samba fecha ano com 125 depoimentos em acervo de seu centro de referência
Museu do Samba fecha ano com 125 depoimentos em 2018 - Foto: Diego Mendes

É que o Museu do Samba, localizado no bairro de Mangueira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, chegou a 125 depoimentos gravados em seu projeto de salvaguarda da memória do samba. Ao longo deste ano, dez destes registros foram viabilizados a partir do projeto “Memória das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro”, que faz parte do Programa Territórios Culturais RJ/Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.

 

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Entre as personalidades que deixaram seus registros para o acervo do Museu do Samba está a cantora Leci Brandão. “A memória do samba é a memória do povo brasileiro e, por isso, é uma honra fazer parte deste projeto”, declarou a sambista. Os outros entrevistados foram os intérpretes Rico Medeiros (do Salgueiro, entre fins de 1970 e início dos aos 1990) Ito Melodia (atual União da Ilha do Governador); Tia Suluca, presidente de honra da ala das baianas da Estação Primeira de Mangueira; Estandília, porta-bandeira do Salgueiro nas décadas de 1960 e 1970; Gigi da Mangueira, passista que brilhou nos desfiles entre 1961 e 1983; Irene Nota 15, porta-bandeira da Portela na década de 1970; Nãnãna da Mangueira, primeira rainha de bateria da história da Mangueira; Raul Cuquejo, há 24 anos diretor da ala das baianas da Imperatriz Leopoldinense; e Mary Marinho, passista do Salgueiro que formava o trio conhecido como “Irmãs Marinho”, nos anos 1960 e 1970.

Os depoimentos foram gravados em vídeo, com a condução de dois jornalistas e pesquisadores do museu, em sessões gratuitas e abertas ao público em geral. Os entrevistados são sambistas cujas histórias têm sido determinantes para a valorização, preservação e difusão do samba e da cultura das escolas de samba do Rio de Janeiro. Eles contam histórias, curiosidades e falam de suas trajetórias no Carnaval e no cotidiano de suas escolas do coração. Todas as gravações estão disponíveis para consulta do público e têm sido fonte para pesquisadores, acadêmicos, jornalistas e escritores.

“Achei a ideia dos depoimentos excelente, pois deixa para a posteridade a história do samba e de todos aqueles que estiveram envolvidos com ele, mesmo os que já estavam esquecidos. Fica um lugar perpetuado na história e isso nos deixa muito honrados, porque não passamos apenas, mas deixamos algo que foi reconhecido como nossa arte, nossa dança, nossa cultura.  Nosso nomes ficam gravados neste lugar que é o Museu do Samba”, declarou Irene Nota 15.

“O Museu do Samba tem conseguido criar uma documentação com histórias e personagens que passaram ao largo da historiografia oficial. Isto possibilita que gerações futuras tenham acesso à história do samba contada por seus próprios protagonistas, a partir de uma fonte que permite que as vozes e os olhares destes sambistas apareçam e sejam valorizados”, afirma a pesquisadora Desirrée Reis, gerente técnica e coordenadora do Centro de Referência do Samba do Museu do Samba.

 

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