Quarta, 04 de Novembro de 2026
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O erro invisível que destrói notas no Enem e reprova até os estudantes mais bem preparados

Especialista alerta que decisões de minutos como a ordem das questões e a hora de começar a redação definem o sucesso do candidato

Jornalista Anderson Lopes
Por: Jornalista Anderson Lopes Fonte: Alfacem Global Academy
04/11/2026 às 15h03
O erro invisível que destrói notas no Enem e reprova até os estudantes mais bem preparados
Foto de Capa: Magnific

Saber o conteúdo da prova é fundamental, mas não é o único fator que garante uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No primeiro dia de aplicação, que reúne 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas, além da redação, decisões estratégicas e aparentemente simples podem definir o sucesso ou o fracasso do candidato. Administrar o relógio ao longo de cinco horas e meia exige planejamento prévio e inteligência emocional.

De acordo com Rafael Galvão, Diretor Pedagógico do Ensino Médio da Rede Alfacem Global Academy, a gestão do tempo não deve ser deixada para a hora da prova. "O aluno precisa saber de antemão em que momento vai parar uma etapa para começar outra. O risco de não estabelecer esse limite é chegar ao final com pouco tempo para planejar, escrever e revisar a redação", alerta.

A recomendação dos especialistas é reservar cerca de uma hora e meia para a produção textual, o que deixa uma média de três minutos para a resolução de cada uma das questões objetivas.

 

A dinâmica de início da prova varia segundo o perfil do estudante, mas exige cautela:

Começar direto pela redação: Pode ser arriscado porque o candidato ainda não entrou no ritmo de leitura exaustivo exigido pelo exame.

Deixar a redação para o final: Aumenta a pressão psicológica e pode comprometer a organização e a revisão do texto.

 

A orientação principal é testar os modelos de resolução em simulados e entrar na sala de aula com a estratégia firmada.

Nas provas de Linguagens e Ciências Humanas, um dos erros mais comuns é a leitura superficial dos enunciados. Muitas vezes, uma alternativa apresenta um fato cientificamente ou historicamente verdadeiro, mas que não responde ao que foi perguntado. "O aluno precisa voltar ao comando da questão e conferir o que está sendo solicitado, evitando marcar uma resposta apenas por reconhecer o assunto", explica Galvão.

Outro ponto crítico é o apego a questões complexas. Gastar muito tempo tentando resolver um único item prejudica o rendimento geral. O ideal é marcar a questão, avançar para os conteúdos de maior domínio e retornar aos desafios mais complexos no final.

 

Foto: Divulgação / Alfacem

 

Na folha de redação, o primeiro passo indispensável é identificar o recorte exato do tema para evitar a tangência — erro que reduz drasticamente a pontuação. Além disso, os textos motivadores devem servir apenas como norteadores de reflexão, e nunca ser copiados ou reproduzidos como base da argumentação. O candidato também deve se atentar aos critérios que zeram ou penalizam severamente a nota:

-Proposta de intervenção incompleta;

-Desrespeito aos direitos humanos;

-Fuga total ao tema proposto.

 

A atenção deve ser mantida até o último minuto de permanência na sala. O hábito de deixar a transcrição do gabarito para os instantes finais costuma gerar rasuras e erros de preenchimento por puro nervosismo.

Após a entrega do cartão-resposta, o foco deve mudar imediatamente para o descanso. Tentar adivinhar o desempenho com base em gabaritos extraoficiais gera ansiedade desnecessária, uma vez que a Teoria de Resposta ao Item (TRI) calcula a nota final com base na coerência pedagógica dos acertos, e não no número bruto de questões respondidas.

"A prova acabou quando o cartão foi entregue. Ficar revivendo cada questão não ajuda a recuperar nenhum ponto e pode tirar a energia necessária para o segundo dia. O mais importante é descansar", finaliza o diretor da Alfacem Global Academy.

Saiba mais aqui no alfacem.com.br

 

 

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