Pouco após a consolidação do resultado das urnas no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou publicamente que pretende acionar o setor jurídico do seu partido para contestar o pleito. O parlamentar declarou que "é impossível aceitar o resultado das eleições nessas condições" e indicou a intenção de pedir a anulação da votação de domingo (25).
O senador questiona a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a extensão do horário de votação até as 19h nas seções eleitorais que ainda registravam filas. Segundo o parlamentar, a medida violou a isonomia do processo.
Aliados da campanha do PL afirmaram que fiscais partidários teriam sido retirados da sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após uma determinação judicial.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou formalmente que a prorrogação pontual do horário em locais com filas não comprometeu a lisura ou a segurança da votação, reconhecendo oficialmente o resultado das urnas.
O TSE classificou como falsa a informação sobre a expulsão de fiscais da sala-cofre. O tribunal explicou que a sala-cofre é um ambiente estritamente técnico e que a fiscalização política regulamentar ocorre na Sala de Totalização, onde delegados de diversos partidos acompanharam a apuração do início ao fim sem interrupções.
Analistas em Direito Eleitoral avaliam que um pedido de anulação exige a apresentação de provas robustas de fraudes ou irregularidades generalizadas capazes de alterar o resultado. Especialistas apontam que a quantidade de votos registrados durante o período de prorrogação nas seções com fila é significativamente menor do que a diferença final de mais de 4,4 milhões de votos que definiu a eleição, reduzindo o impacto matemático da medida jurídica pretendida.
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