Na noite da última sexta-feira (23), os estúdios da TV Globo foram o cenário do último e mais aguardado debate presidencial do segundo turno das Eleições 2026. Frente a frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um embate direto e altamente polarizado, considerado o termômetro final para os eleitores a menos de 48 horas da abertura das urnas.
O encontro foi marcado por um tom de enfrentamento estratégico. Ambos os candidatos focaram em consolidar seus votos e atrair a parcela de eleitores que se declara indecisa ou propensa ao voto nulo e branco.
O primeiro bloco concentrou discussões intensas sobre a gestão econômica do país. O presidente Lula defendeu a manutenção de programas sociais, a estabilização de índices inflacionários e os investimentos em infraestrutura como pilares para os próximos anos. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro criticou a carga tributária atual, argumentou a favor de reformas estruturais voltadas à desburocratização e defendeu políticas de incentivo ao livre mercado, associando sua plataforma ao histórico de desenvolvimento econômico defendido pelo bloco de oposição.
A segurança pública ocupou o centro dos debates nos blocos intermediários. O senador Flávio Bolsonaro priorizou propostas de endurecimento penal, o fortalecimento das forças policiais e o combate direto ao crime organizado nas grandes capitais brasileiras. Lula contra-argumentou focando na necessidade de integração de inteligência entre os estados, investimentos na Polícia Federal e o fortalecimento de políticas públicas de educação e emprego nas periferias como ferramentas de prevenção à violência.
Como esperado em um encerramento de campanha de segundo turno, o debate não ficou isento de ataques mútuos. Denúncias e menções a processos e gestões anteriores foram utilizadas por ambos os lados para tensionar o adversário. Analistas políticos destacam que, embora o formato do debate tenha permitido confrontos diretos, os candidatos mantiveram um controle relativo da retórica para evitar perdas de última hora no eleitorado moderado.
Com o fim do debate na TV Globo, encerra-se o ciclo oficial de discussões na televisão. O destino do Palácio do Planalto agora está integralmente nas mãos dos eleitores, que vão às urnas neste domingo (25).
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