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Demitidos da Casas Bahia protestam no Rio, queimam camisas e denunciam demissão por WhatsApp
Em ato marcado por revolta, ex-colaboradores relatam necessidade de “vaquinha” para alimentação e ateiam fogo em camisas da marca na Zona Norte
12/09/2026 00h29
Por: AL RedAÇÃO Fonte: Escândalo No Varejo
Foto de Capa: Divulgação

O Sindicato dos Comerciários do Rio e trabalhadores demitidos do Grupo Casas Bahia realizaram um protesto na porta de uma das filiais da empresa em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. O ato, que aconteceu no último dia 8 (terça-feira), teve como objetivo denunciar o não pagamento das verbas rescisórias e dos direitos trabalhistas dos funcionários dispensados no corte em massa promovido pela varejista.

Apesar do Tribunal Superior do Trabalho ter negado o recurso da empresa e manter a suspensão das demissões, consideradas ilegais pela justiça, o Grupo Casas Bahia continua recorrendo contra a liminar para não pagar o que é de direito dos trabalhadores.

O presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer afirma que a empresa age de maneira irresponsável e com descaso com os trabalhadores. "Recebemos a denúncia de que uma ex-empregada do Grupo foi cobrada por não pagar a prestação de uma compra que é descontada na folha de pagamento", relata Ayer. "A empresa não paga o que é devido legalmente ao trabalhador, mas quer cobrar suas parcelas", denuncia.

Outra irregularidade identificada pelo Sindicato foi a demissão de trabalhadores com estabilidade, como grávidas, além de menor aprendiz e pessoas em férias. "Há casos de funcionários com 15, 20 e até 30 anos na empresa, demitidos pelo WhatsApp, sem receber seus direitos. Para piorar, eles continuam tentando derrubar a liminar que declarou ilegais as demissões em massa", explica Márcio Ayer.

Durante o protesto, alguns trabalhadores informaram que estão recorrendo à "vaquinha" para garantir a alimentação em casa e insatisfeitos atearam fogo nas camisas da empresa.

Ao final da movimentação, o presidente do Sindicato alertou: "Não vamos parar, continuaremos com atos em outras lojas, brigando e denunciando até que o último trabalhador receba seus direitos"

 

 

Assessoria de Imprensa: -Roda Viva Comunicação-

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