Domingo, 06 de Setembro de 2026
Publicidade

Tempestade de metal, lágrimas e rebeldia: o segundo dia do Rock in Rio 2026 incendeia a Cidade do Rock sob chuva torrencial

Com discursos políticos inflamados no Sunset e um encerramento morno do Avenged Sevenfold, o sábado mais pesado do festival entregou caos, peso e nostalgia

AL RedAÇÃO
Por: AL RedAÇÃO Fonte: Bastidores da Cidade do Rock
06/09/2026 às 18h39
Tempestade de metal, lágrimas e rebeldia: o segundo dia do Rock in Rio 2026 incendeia a Cidade do Rock sob chuva torrencial
Machine Gun Kelly (MGK) - Foto de Capa: Instagram / @rockinrio

O sábado, 5 de setembro, entrou para a história do Rock in Rio 2026. O tradicional Dia do Metal entregou tudo o que o público esperava: mosh pits implacáveis, discursos políticos inflamados, despedidas dolorosas e até momentos de pura tensão que dividiram as 100 mil pessoas presentes no Parque Olímpico. Nem mesmo o temporal que desabou sobre a Cidade do Rock conseguiu esfriar os ânimos de uma plateia sedenta por guitarras pesadas.

Se a estreia do festival foi marcada pelo calor, o segundo dia exigiu resistência física. Logo no início da tarde, uma forte chuva atingiu o Rio de Janeiro. A tempestade foi tão intensa que a organização precisou suspender o agendamento de grandes atrações como a Roda Gigante e a Tirolesa. Mas, para o público do metal, o cenário caótico e a lama só serviram como o combustível perfeito para o que viria a seguir.

 

LINE-UP PRINCIPAL - PALCO MUNDO
========================================================================
[16h40] Sepultura ➡️ [19h00] MGK ➡️ [21h20] Bring Me The Horizon ➡️ [00h05] Aven

 

-Abrindo o Palco Mundo sob chuva torrencial, os gigantes brasileiros do Sepultura fizeram sua última apresentação histórica no festival como parte da turnê de despedida. O show usou com maestria o novo telão de LED de 2.400 m², criando uma experiência visual avassaladora que levou veteranos às lágrimas.

-A transição para Machine Gun Kelly (MGK) não foi amigável. O artista trouxe uma postura rebelde que não agradou a ala mais conservadora do heavy metal, chegando a ser hostilizado por parte da plateia e entregando uma performance considerada sem brilho pela crítica.

-Os britânicos do Bring Me The Horizon roubaram completamente a cena com um show digno de headliner. Com um magnetismo impressionante e excelente uso do português pelo vocalista Oliver Sykes, o momento ápice da noite foi quando um fã brasileiro foi convidado a subir ao palco para dividir os vocais do clássico "Pray for Plagues".

-Responsáveis por fechar a noite, o Avenged Sevenfold dividiu opiniões. Embora tenham apresentado uma nova identidade visual impressionante vinda direto de sua turnê internacional, parte do público e da crítica considerou a performance morna, alegando que a banda acabou sendo ofuscada pela energia caótica do BMTH.

 

Quem aí acompanhou de casa ou encarou a lama de perto? Conta pra gente nos comentários - Fotos: Instagram / @rockinrio

 

Enquanto o palco principal lidava com altos e baixos, o Palco Sunset foi uma explosão contínua de energia. O grande destaque internacional ficou por conta do Bad Omens, que arrastou uma multidão de jovens metaleiros e consolidou-se como um dos maiores fenômenos da atualidade.

Antes deles, os nacionais do Black Pantera (que convidaram a banda Nervosa) incendiaram a plateia com um show pesado, direto e marcado por fortes manifestos políticos que ecoaram intensamente na Cidade do Rock.

Apesar da chuva pesada, a área VIP ferveu. Nomes como Jade Picon, Vitória Strada e Tati Machado chamaram a atenção dos fotógrafos ao adotarem visuais totalmente trabalhados na estética dark metal, abusando de muito couro, transparências e coturnos pesados para combinar com a energia do dia.

 

 

@ Portal AL 2.0.2.6

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários