O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SEC-RJ) voltou a protestar publicamente contra o Grupo Casas Bahia, apontando falta de transparência da empresa sobre o número exato de desligamentos realizados na capital fluminense. Segundo a entidade, em reunião realizada recentemente, a varejista não informou quais filiais foram ou serão fechadas no estado.
A disputa ocorre após a Justiça do Trabalho declarar ilegal a demissão em massa de cerca de 1,9 mil trabalhadores em todo o país e determinar a reintegração imediata do pessoal. As demissões ocorreram em meados de agosto, apenas dois dias antes de o grupo protocolar um pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas e anunciar o fechamento de 298 lojas.
O presidente do Sindicato, Márcio Ayer, criticou duramente a estratégia da empresa:
"Um absurdo. A empresa demitiu funcionários nos dias 13 e 14 para entrar com a recuperação judicial no dia 16, tudo para não pagar os trabalhadores. Nesse caso, bancos e fornecedores têm seguros contra calotes, mas e os trabalhadores? Essa é uma manobra rasteira e o trabalhador não pode responder pelos prejuízos da empresa. Eles merecem receber seus direitos."
O Ministério Público do Trabalho (MPT) acompanhará a próxima reunião de conciliação na Justiça para monitorar o cumprimento das ordens judiciais.
Direitos e Reintegração
Com a liminar que suspendeu as demissões, o Grupo Casas Bahia fica obrigado a restabelecer os contratos de trabalho, os salários e os planos de saúde dos funcionários afetados. A empresa tem a opção de realocar o pessoal em estruturas que continuam ativas ou mantê-los em afastamento remunerado enquanto durar o processo judicial.
O Sindicato orientou que os trabalhadores demitidos nesse período não assinem rescisões e compareçam caso sejam convocados para restabelecer o vínculo. Além disso, a entidade convocou um ato de manifestação para este domingo (30), às 10h, no Posto 5, em Copacabana, focado nos direitos da categoria e no protesto contra os cortes.
O Outro Lado
Em nota oficial, o Grupo Casas Bahia informou que respeita as decisões do Poder Judiciário e que está adotando as medidas processuais adequadas dentro do caso. A companhia ressaltou que as reestruturações em curso são necessárias para assegurar a sustentabilidade financeira do negócio a longo prazo e preservar os milhares de empregos que foram mantidos na ativa.
Assessoria de Imprensa: -Rodaviva Comunicação-
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