Terça, 25 de Agosto de 2026
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Brasil inteiro verá eclipse gigante que vai cobrir 96% da Lua nesta semana

Fenômeno poderá ser observado a olho nu e não exige equipamentos especiais

Assessor de Imp. / Jornalista Leandro Amorim
Por: Assessor de Imp. / Jornalista Leandro Amorim Fonte: Quase 100% escura
25/08/2026 às 16h54
Brasil inteiro verá eclipse gigante que vai cobrir 96% da Lua nesta semana
Eclipce Lunar - Foto de Capa: Divulgação

Um eclipse lunar parcial muito profundo poderá ser acompanhado em todo o Brasil entre a noite de quinta-feira, 27 de agosto, e a madrugada de sexta-feira, 28. O fenômeno começará de forma discreta às 22h24, no horário de Brasília, e atingirá seu ponto máximo por volta da 1h13 da madrugada.

A fase penumbral começa aproximadamente às 22h24, quando a Lua entra na penumbra da Terra, região em que a luz solar é apenas parcialmente bloqueada. A mudança inicial é sutil e pode ser difícil de perceber a olho nu.

A fase parcial começa por volta das 23h34, quando a Lua passa a entrar na umbra, a região mais escura da sombra terrestre. O máximo ocorre aproximadamente à 1h13 de sexta-feira. A fase parcial termina às 2h52 e o eclipse penumbral se encerra por volta das 4h02, sempre considerando o horário de Brasília.

O eclipse poderá ser observado nas Américas e em partes da Europa e da África. No Brasil, todas as fases serão visíveis, desde que as condições meteorológicas permitam a observação da Lua.

Uma particularidade na forma de medir o eclipse explica por que números diferentes podem aparecer nas informações divulgadas sobre o fenômeno. A magnitude umbral é de aproximadamente 0,930. Esse valor expressa quanto do diâmetro da Lua é atingido pela umbra da Terra. Já quando se considera a área aparente do disco lunar, 96,3% da Lua estará dentro da umbra no momento máximo.

Por isso, embora tecnicamente seja classificado como um eclipse lunar parcial, o fenômeno vem sendo chamado de eclipse “quase total”: no momento de maior cobertura, apenas uma pequena porção do disco lunar permanecerá fora da sombra mais escura da Terra.

Durante o máximo, a região da Lua mergulhada na umbra poderá apresentar tonalidades avermelhadas ou acobreadas. Isso ocorre porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre, que dispersa mais intensamente os comprimentos de onda azulados e permite que uma parcela da luz avermelhada alcance a superfície lunar.

Diferentemente de um eclipse solar, a observação de um eclipse lunar é segura e não exige óculos, filtros ou qualquer tipo de proteção especial para os olhos. Também não é necessário possuir telescópio: o fenômeno poderá ser acompanhado diretamente a olho nu. Binóculos e telescópios apenas permitem observar detalhes com maior ampliação.

“Visível no Brasil inteiro, de ponta a ponta”, destaca o Prof. Dr. Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário.

Para quem deseja acompanhar outros fenômenos astronômicos, curiosidades e orientações sobre observação do céu, a Urânia Planetário realiza lives todas as terças-feiras, às 19h30, em seu Canal no YouTube.

 

 

Assessoria de Imprensa: -Urânia Planettário-

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