
O que era para ser um domingo de celebração familiar, churrasco e união transformou-se em um cenário de profunda indignação na Praça Seca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em pleno Dia dos Pais, milhares de moradores foram privados do direito básico de comunicação, lazer e entretenimento devido à interrupção total dos serviços de TV e internet da operadora Claro.
A revolta da comunidade ganha força diante da justificativa repetitiva apresentada pela empresa: a segurança pública. A alegação de que técnicos não podem acessar a região devido à criminalidade local tem gerado protestos e o sentimento de que a população está sendo duplamente penalizada, pela falta de segurança estatal e pelo abandono das prestadoras de serviço.
Diferente do que sugere a resposta padrão da operadora, o problema não é pontual. Diversas vias cruciais da região sofrem com o apagão tecnológico, incluindo:
-Rua Marangá (especialmente na altura do supermercado e próximo ao ponto final do ônibus)
-Rua Capitão Machado
-Rua Japurá
-Rua Dr. Bernardino
-Cruzamento da Capitão Machado com a Rua Pedro Teles (e várias outras transversais da localidade)
A indignação do bairro é personificada no forte depoimento do Senhor Sérgio, morador da esquina das ruas Capitão Machado e Pinto Teles, que expressa o sentimento de desamparo coletivo:
"A operadora fala de segurança pública, mas por que ela não vem aqui fazer o conserto escoltada pela polícia? Eu não consigo entender a falta de respeito dessa operadora com o cliente. Moro aqui e nada é resolvido! Vamos juntar todos os moradores e fazer um abaixo-assinado contra a operadora. Vamos até ela, já que alegam que não podem vir aqui!" - Sr. Sérgio, morador revoltado.
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