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Arlete Salles desafia a morte com gargalhadas no monólogo mais corajoso de sua carreira
Sob direção e texto de Carlos Jardim, espetáculo mistura humor afiado e emoção genuína para falar de luto, amizade e envelhecimento
31/07/2026 14h27 Atualizada há 3 horas
Por: Jornalista Anderson Lopes Fonte: Grande Estreia
Arlete Salles - Foto de Capa: Divulgação

Há um cemitério, um caixão e uma amiga que partiu. E surpreendentemente, muito riso. É nesse território incomum, entre a dor da despedida e a graça de uma vida inteira de cumplicidade, que Arlete Salles estreia seu novo espetáculo, "Mande Notícias do Mundo de Lá", dia 7 de agosto de 2026, no Teatro dos 4. Escrito e dirigido por Carlos Jardim, o espetáculo marca um divisor de águas na trajetória de uma das atrizes mais celebradas do país que, depois de décadas, encara o primeiro monólogo da sua carreira. A temporada vai até 4 de outubro, sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h.

Em cena, Arlete Salles dá vida a Eulália Eugênia, uma mulher exuberante e cheia de histórias de pavor da morte. Ainda assim, ela precisa enfrentar seu pior pesadelo: ir ao cemitério dar adeus a Rosimere, amiga de muitos anos e de muitas aventuras. Como ninguém mais compareceu ao velório, é Eulália quem se aproxima do caixão para que a amiga saiba que não foi totalmente abandonada, e ali, entre lembranças e implicâncias antigas, nascem o humor afiado e a emoção genuína.

"Nunca foi um projeto meu ficar sozinha no palco, falando, falando... Eu achava bonito assistir a outros colegas fazendo isso. Achava muito corajoso", conta Arlete. A veterana decidiu aceitar o desafio ao conhecer profundamente o texto de Jardim. "Eu senti muitas qualidades e me identifiquei em vários pontos. Você precisa ler mais de uma vez, mais de duas, mais de três, para descobrir as sutilezas, as voltas, as subidas e descidas de um bom monólogo", explica.

 

 

Para a consagrada atriz, dar vida a essa personagem é também falar de si mesma:

"Em vários momentos, me identifico com a Eulália, porque é um trabalho sobre etaridade. Ele trata da vida de uma mulher com a minha idade. Então, falo de muitas coisas que estão presentes na minha vida, que eu conheço, que eu sinto, que eu vivencio diariamente", afirma a atriz, que resume sua visão sobre envelhecer com uma frase definitiva: "envelhecer é um grande desafio, mas é muito pior partir jovem, sem ter aproveitado essa maravilha que é a vida, que é viver."

 

O luto que vira comédia

Apaixonado por teatro e jornalista  com 41 anos de experiência em coberturas factuais, e por isso mesmo, um grande conhecedor de personagens e histórias, Carlos Jardim construiu o texto para explorar a versatilidade de Arlete, capaz de ir do riso fácil à emoção mais profunda em segundos.

"Arlete tem um tempo de comédia raro, sabe fazer pausas e entonações que valorizam imensamente o texto. E tem uma emoção genuína, que aflora com facilidade e emociona a todos. No texto, abuso das passagens quase bruscas entre o drama e a comédia. E Arlete pula de uma emoção à outra com uma facilidade que impressiona", revela.

A escolha pelo humor, segundo Jardim, não é acaso: é uma forma de encarar de frente temas que costumam ser tratados com peso excessivo, como a passagem do tempo. Para ele, falar de perdas que a vida traz, também é falar de lembranças.

"O envelhecimento traz a inevitável constatação de que o fim pode chegar a qualquer momento. Isso pode gerar angústia ou despertar em nós uma urgência de fazer valer o tempo que nos resta. Acredito sinceramente que o humor é a chave para deixar tudo mais leve, inclusive na maneira de encarar essas limitações", diz.

O diretor e autor ainda resume o tamanho do desafio que é ver uma atriz consagrada se lançar, pela primeira vez, sozinha em cena.

"Acho fascinante uma atriz gigante como a Arlete, que não precisa provar nada a ninguém, aceitar se desafiar a essa altura da carreira fazendo seu primeiro monólogo. É se jogar no trapézio sem rede de proteção. Como diretor, tento facilitar esse voo. E posso garantir que será um voo lindo e surpreendente", conclui.

 

SINOPSE: 

Eulália Eugênia tem pavor da morte, mas precisa encarar seu maior pesadelo quando tem que ir ao cemitério se despedir de Rosimere, companheira de décadas e de tantas peripécias. Como o velório está vazio, é ela quem se aproxima do caixão para garantir que a amiga não parta sozinha. Entre lembranças e implicâncias, alterna gargalhadas e lágrimas em uma reflexão sincera sobre envelhecer e perder quem se ama.

 

FICHA TÉCNICA:

Com Arlete Salles

Texto e direção: Carlos Jardim

Direção de Movimento e Preparação Corporal: Roberta Serrado e Natacha Travassos

Iluminação: Sarah Salgado

Figurino: Antônio Rocha

Assistente de Figurino: Joana Galli

Trilha Sonora Original: Liliane Secco

Diretora Assistente: Flavia Rinaldi

Assistente de Interpretação: Theodora França

Desenho de som: Nildo Bitencourt

Operação de luz: Alexandre Fernandes

Operação de som: Gabriel Kirin 

Camarim e Tec de Palco: Fefo Fernando

Beauty: Elcides Freitas

Produção de cabelo e aplique: Arnaldo Silva

Fotos: Léo Aversa

Assessoria de Imprensa: Prisma Colab

Comunicação e Marketing: Lucas Sancho e Luis Rodrigues

Gestão de Performance e Redes Sociais: Nucleus

SAC: Carinne Namba

Produção Executiva: Marly Silva, Marina Paiva e Xandy

Direção de Produção: Miçairi Guimarães e Sandro Chaim

Realização: Magic Arts

 

SERVIÇO:

Mande Notícias do Mundo de Lá

Temporada: De 7 de agosto de 2026 a 4 de outubro de 2026

Horários: Sextas e Sábados, às 20h | Domingos, às 19h

Local: Teatro dos 4

Endereço: R. Marquês de São Vicente, 52 - 2° piso - Gávea, Rio de Janeiro - RJ

Duração: 70 minutos

Classificação:

Valores: Entre R$73 e R$147

Antecipados: https://www.eventim.com.br/artist/teatro-dos-4/mande-noticias-do-mundo-de-la-4177263/?affiliate=T41

 

 

Assessoria de Imprensa: -Prisma Colab-

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