O Rio de Janeiro foi engolido pelo caos e pelo luto em questão de minutos nesta quarta-feira (29 de julho), quando uma frente fria catastrófica varreu a Região Metropolitana com rajadas de vento brutais de até 105,5 km/h. O vendaval de proporções apocalípticas transformou a capital fluminense em uma verdadeira zona de desastre, deixando um rastro de destruição estrutural, um apagão em massa que paralisou os transportes e ceifou vidas de forma trágica.
Ventania arranca árvores, destrói estruturas e paralisa vias principais do Rio após pico de 105 km/h nesta quarta-feira -Foto: Márcia Foletto
O Rastro de Destruição e o Luto
Mortes em Santa Teresa: Uma parede desabou violentamente na Rua Júlio Otoni, matando duas pessoas soterradas instantaneamente.
Buscas no Mar: Equipes do Corpo de Bombeiros realizam buscas urgentes por um pescador desaparecido em Tarituba, Angra dos Reis.
Apagão Geral: O vento cortou cabos de alta tensão e deixou centenas de milhares de clientes no escuro pelas Zonas Sul, Norte e Oeste.
Colapso na Infraestrutura: Estações de metrô e trens da TrensRJ desligaram por falta de luz, confinando passageiros em vagões totalmente às escuras.
Transporte Interrompido: A força das rajadas forçou o fechamento temporário da Ponte Rio-Niterói e a suspensão de pousos no Aeroporto Santos Dumont.
Do Calor Extremo ao Cenário de Terror
A tragédia foi provocada por um intenso contraste térmico. O choque de uma massa de ar gelada com o calor sufocante que fazia no Rio gerou núcleos de tempestades severas. Na orla de Ipanema, banhistas foram literalmente expulsos da areia voando sob uma cortina de poeira. Nas vias expressas como a Linha Vermelha, motoristas enfrentaram uma assustadora tempestade de poeira com visibilidade zero.
@ Portal AL 2.0.2.6