Quinta, 16 de Julho de 2026
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Prêmio Shell revela indicados de 2026 em uma celebração histórica de diversidade, identidade e poder musical

“Edson” e “Mudando de Pele” acumulam cinco indicações cada. Lista do primeiro período de 2026 reflete a força da dramaturgia contemporânea, o crescimento de musicais mais densos e o retorno de obras já consagradas em novas linguagens

Redação AL
Por: Redação AL Fonte: A Revolução dos Palcos
16/07/2026 às 15h32 Atualizada em 16/07/2026 às 16h26
Prêmio Shell revela indicados de 2026 em uma celebração histórica de diversidade, identidade e poder musical
Zezé Motta - Foto de Capa: Divulgação

A 37ª edição do Prêmio Shell de Teatro anuncia os indicados do primeiro período de 2026, selecionados pelos Júris do Rio de Janeiro e de São Paulo. Nesta etapa, os destaques são Edson e Mudando de Pele, que possuem cinco indicações cada, seguidos por Hip Hop Hamlet e As Centenárias, com três indicações. 

Mais do que reunir os principais nomes da produção teatral do período, a seleção revela movimentos importantes da cena brasileira contemporânea: a expansão da musicalidade como linguagem dramatúrgica e a presença de obras atravessadas por memória histórica e questões identitárias.  

Entre os destaques, pelo Júri do Rio, Mudando de Pele aparece com indicações nas categorias Atriz, Direção, Figurino, Iluminação e Música. O espetáculo, estrelado por Thaís Araújo, com direção de Yara de Novaes, acompanha uma mulher em processo de reinvenção e afirmação de identidade, abordando temas como pertencimento, racismo, gênero, autonomia e transformação pessoal. 

Também com cinco indicações, “Edson” é outro destaque deste primeiro período, incluindo indicações para Matheus Macena nas categorias de Ator e Dramaturgo no Rio de Janeiro e também como Ator pelo Júri de São Paulo. Inspirado na história de Edson Luís de Lima Souto, estudante assassinado durante a ditadura militar, o espetáculo recoloca no palco discussões sobre memória, violência de Estado e apagamento histórico. 

Outro destaque é “As Centenárias”, obra de Newton Moreno que retorna em nova versão musical, com Juliana Linhares e Laila Garin, direção de Luiz Carlos Vasconcelos e canções originais de Chico César. Pelo Júri de São Paulo, as indicações ficam com Juliana Linhares para Melhor Atriz; Chico César na categoria Música; e no Júri do Rio, o espetáculo conquista a indicação por Figurino com Kika Lopes e Heloisa Stockler. A obra já havia sido premiada pelo Prêmio Shell em sua montagem original, de 2007, nas categorias Autor, Atriz e Cenário. Agora, retorna em nova versão musical, ampliando sua presença na trajetória do prêmio. 

Também com três indicações, “Hip Hop Hamlet” reforça a presença de releituras contemporâneas de clássicos na seleção do período. Indicado em São Paulo nas categorias Cenário, com BijariDireção, com Guilherme Leme Garcia e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos; e Dramaturgia, com Claudia Schapira e Lucas Moura, o espetáculo aproxima Shakespeare da cultura hip hop e evidencia a força de linguagens urbanas na renovação da cena teatral. 

Para Glauco Paiva, diretor de Comunicação e Marca da Shell Brasil, a nova lista de indicados reafirma o papel do prêmio como uma plataforma de valorização da cultura brasileira e de reconhecimento da diversidade criativa dos palcos. 

“O Prêmio Shell de Teatro acompanha há mais de três décadas a evolução da cena teatral brasileira, reconhecendo artistas, técnicos, criadores e coletivos que ajudam a traduzir os debates, as memórias e as transformações do país. Para a Shell, apoiar a cultura é parte do nosso compromisso de contribuir para o desenvolvimento da sociedade, valorizando iniciativas que ampliam o acesso, fortalecem a diversidade e estimulam novas formas de criação”, afirma Glauco.

 

Música como linguagem teatral 

A 37ª edição do Prêmio Shell de Teatro também evidencia o crescimento da música como elemento estruturante da cena. A presença de espetáculos como As CentenáriasFafá de Belém, o MusicalMudando de Pele e Massapê aponta para um movimento mais amplo: o teatro musical vive um novo momento no Brasil. 

“Há uma tendência muito forte do teatro musical. Antes, os musicais eram mais festivos; agora estão mais densos e discutem questões fundamentais para nossa sociedade”, afirma Celso Curi, coordenador do Júri do Prêmio Shell de Teatro. “O Prêmio Shell vem acompanhando de perto essa mudança e reconhece essa nova forma artística no teatro brasileiro.” 

Segundo ele, a mudança não está apenas nas produções, mas também no público, nos criadores e no olhar crítico. “É um outro momento cultural, tanto para o público quanto para os criadores. O teatro tem um papel social importantíssimo e o musical vem ocupando esse novo espaço”, completa.

 

Sobre o Prêmio Shell de Teatro 

Criado e realizado pela Shell Brasil desde 1988, o Prêmio Shell de Teatro é uma iniciativa proprietária da companhia e o mais longevo reconhecimento das artes cênicas em atividade no Brasil. Anualmente, contempla produções nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, premiando profissionais em categorias como Dramaturgia, Direção, Atuação, Cenário, Figurino, Iluminação, Música e Iniciativas de Impacto Social. Em 2023, o prêmio ampliou sua atuação com a criação da categoria Destaque Nacional, voltada a reconhecer espetáculos e artistas de outras regiões do país, fora do eixo Rio-São Paulo. Ao longo de mais de três décadas, o Prêmio Shell tem acompanhado as transformações da cena teatral brasileira, incentivando a diversidade estética, a inovação e o compromisso social da criação artística. A iniciativa reafirma o apoio contínuo da Shell à cultura como força crítica, criativa e transformadora.

 

Lista completa de indicados do Prêmio Shell de Teatro – primeiro período 2026 

Indicados pelo Júri do Rio de Janeiro 

Ator 

  • Matheus Macena - Edson 
  • Uriel Dames - Visto 

 

Atriz 

  • Helga Nemetik - Fafá de Belém, o Musical 
  • Thaís Araújo - Mudando de Pele 

 

Cenário 

  • Bidi Bujnowski - Edson 
  • Nello Marrese - Hétero Sigilo 

 

Direção 

  • Marcela Andrade - Visto 
  • Yara de Novaes - Mudando de Pele 

 

Dramaturgia 

  • Julia Bernat - Minha Vó Ri 
  • Matheus Macena - Edson 

 

Figurino 

  • Kika Lopes e Heloisa Stockler - As Centenárias 
  • Teresa Nabuco - Mudando de Pele 

 

Iluminação 

  • Gabriele Souza - Mudando de Pele 
  • Renato Machado - Diabólica Vingança 

 

Música 

  • Dani Nega - pela direção musical, arranjos eletrônicos e criação musical de "Mudando de Pele" 
  • Pedro Nego - pela direção musical de "Edson" 

 

Energia que Vem da Gente 

  • Ana Kfouri - pelo livro pedagógico-artístico “Focos Móveis — Atuação no Campo Intensivo das Artes da Cena”, em que compartilha ideias e práticas desenvolvidas ao longo de sua trajetória, sistematizando sua metodologia e tornando-a acessível também de forma audiovisual. 
  • Grupo Lume Teatro - pelos mais de 40 anos de criação, ensino e pesquisa em teatro e pelo modo de narrar essa história no espetáculo “Kintsugi - 100 Memórias”. 

 

Indicados pelo Júri de São Paulo 

Ator 

  • Genezio de Barros - Uma Velha Canção Quase Esquecida 
  • Matheus Macena - Edson 

 

Atriz 

  • Georgette Fadel - Gota d’Água - no Tempo 
  • Juliana Linhares - As Centenárias 

 

Cenário 

  • Bijari - Hip Hop Hamlet 
  • Daniela Thomas - Fim de Partida 

 

Direção 

  • Ana Rosa Tezza - Sonho de uma Noite de Verão 
  • Guilherme Leme Garcia e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - Hip Hop Hamlet 

 

Dramaturgia 

  • Carla Zanini - Coragem, um Lugar Melhor do que Aqui 
  • Claudia Schapira e Lucas Moura - Hip Hop Hamlet 

 

Figurino 

  • Ana Rosa Tezza e Helena Tezza - Sonho de uma Noite de Verão 
  • Karen Brustolin - TIP - Antes que me Queimem, Eu Mesma me Atiro no Fogo 

 

Iluminação 

  • Matheus Brant - As Armas Milagrosas 
  • Wagner Antônio - Hamlet, Sonhos que Virão 

 

Música 

  • Chico César - pelas canções originais de "As Centenárias" 
  • Juh Vieira - pela direção musical e composições de “Massapê”  

 

Energia que Vem da Gente 

  • “Farofa do Processo” por fazer do processo artístico, integrado à acessibilidade, o centro de seu movimento de produção e ocupar a Rua 13 de Maio, em diálogo com a cultura e os moradores do território. 
  • “Ser em Cena - Teatro de Afásicos”  pela atuação contínua na reabilitação de pessoas com deficiência de linguagem a partir do teatro, ação que resulta em interessantes espetáculos contemporâneos, como “Dodô”.

 

Sobre a Shell 

Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

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Assessoria de Imprensa: -BR Press Edelman-

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