Terça, 14 de Julho de 2026
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Cinco décadas de genialidade: Carlos Malta invade o Festival de Inverno de Valença para relançamento histórico

Gênio dos sopros celebra meio século de música com show imperdível em Valença

Jornalista Anderson Lopes
Por: Jornalista Anderson Lopes Fonte: Uma Lenda Viva no Palco
14/07/2026 às 13h18 Atualizada em 14/07/2026 às 13h39
Cinco décadas de genialidade: Carlos Malta invade o Festival de Inverno de Valença para relançamento histórico
Carlos Malta - Foto de Capa: Maria Mazzillo

O sopro que há meio século molda a sonoridade da música instrumental brasileira ganha fôlego renovado. Dando continuidade às comemorações de 50 anos de labuta musical, no dia 31 de julho, o multi-instrumentista, compositor e arranjador Carlos Malta estará no FIN Festival de Inverno no palco do Teatro Rosinha de Valença, em Valença RJ, para celebrar 50 anos de carreira e o relançamento de seu primeiro álbum soloO Escultor do Vento — agora disponível em todas as plataformas digitais pela Mills Records. Gravado entre 1996 e 1997 e lançado originalmente em tiragem limitada de mil cópias, o disco chega ao streaming pela primeira vez -  e remasterizado especialmente para este lançamento -, tornando-se acessível a novas gerações de ouvintes e reafirmando o lugar de Malta como um dos mestres do sopro brasileiro.

Carlos Malta estará ao lado de grandes talentos da música, de diferentes gerações: Lui Coimbra no violoncelo, Aline Gonçalves nas flautas, Cliff Korman no piano, Bernardo Aguiar na percussão, e, como convidado, Giuliano Eriston nos vocais, violão e flauta.

O espetáculo será uma viagem ao universo de um dos mais importantes músicos desse país, gênio dos sopros, criador inquieto e inovador. Malta revisita as faixas do álbum e também músicas emblemáticas e marcantes em sua trajetória de cinco décadas.

 

O disco que inaugurou um estilo

Lançado em 1997, O Escultor do Vento marcou o início da trajetória solo de Malta, após sua saída da banda de Hermeto Pascoal, onde atuou por 12 anos. Com participações de LenineJane DubocGuingaNico AssumpçãoNelson FariaLeandro Braga e Robertinho Silva, o álbum foi aclamado pela crítica — o jornal O Globo o apontou entre os melhores discos instrumentais do ano. Em 1998, ganhou lançamento internacional sob o título Jeitinho Brasileiro.

O trabalho é uma síntese da filosofia musical de Malta: explorar os limites do sopro, transformar o ar em ritmo, melodia e percussão. No arranjo de “Isso aqui o que é?/Na Cadência do Samba”, por exemplo, o artista cria uma batucada inteira apenas com os sons percussivos dos instrumentos de sopro — flauta, saxofone e clarinete — sem recorrer a tambores. Essa inventividade rendeu-lhe o apelido que o acompanha até hoje: O Escultor do Vento.

Confira aqui o faixa a faxa por Carlos Malta de O Escultor do Vento

 

Guinga, em homenagem ao amigo, no encarte do CD lançado em 1997 (no qual o compositor e violonista participou) define Malta com a sensibilidade poética que marca sua obra: “Carlos Malta, pai, filho e espírito de saxes e das flautas. Psicografa pelo sopro, batiza apenas como vento. Ilude o pensamento, desafia o sentimento. Excede o martírio da emoção. Como se dança um baião. Como se chora um azulão, menino passarinho num Hermeto ninho. Grandão.”

 

O artista e o legado

Nascido no Rio de Janeiro em 1960, Carlos Malta é um dos mais respeitados instrumentistas do país. Domina toda a família dos saxofones e flautas, o clarinete baixo e instrumentos étnicos como o pife brasileiro, o shakuhachi japonês e a di-zi chinesa. Ao longo de cinco décadas, lançou 25 álbuns, fundou grupos fundamentais da música instrumental — como Pife Muderno e Coreto Urbano — e se apresentou em palcos de prestígio mundial, do Carnegie Hall (Nova York) ao Forbidden City Concert Hall (Pequim).

Colaborou com nomes como Gilberto GilHermeto PascoalEdu LoboDave Matthews BandSnarky PuppyMichel Legrand e Chucho Valdéz, construindo uma carreira pautada pela originalidade e pela brasilidade. Professor convidado em festivais e universidades no Brasil e no exterior, Malta é também educador e difusor de uma linguagem que conecta tradição, experimentação e emoção.

 

Um marco redescoberto

A chegada de O Escultor do Vento às plataformas digitais simboliza não apenas a digitalização de um clássico, mas a reafirmação de um artista que transformou o sopro em narrativa e emoção. Produzido originalmente por Malta e agora remasterizado pela Mills Records, o álbum reflete a multiplicidade de sua trajetória: o lirismo de “Luz do Sol”, com Jane Duboc; o vigor rítmico de “Morena Bela”, com Lenine; e a delicadeza camerística de “Exasperada”, com Guinga.

Link para ouvir o álbum: mills-records.lnk.to/EscultorAR

 

Serviço

Show: O Escultor do Vento – Carlos Malta
Projeto: Carlos Malta 50 anos de música
Data: Sexta-feira, 31 de julho de 2026, às 20h

 

ENTRADA GRATUITA

Local: Teatro Rosinha de Valença – Valença - Rio de Janeiro
Realização: Maltavento Produções Artísticas

 

 

Assessoria de Imprensa: -Matéria-Prima Comunicação e Arte-

Alexandre Aquino e Cláudia Tisato

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