Quinta, 09 de Julho de 2026
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A dor do jejum: transformando frustração em maturidade

Nocaute emocional? Especialista revela como converter a dor da derrota em motor de mudança

Redação AL
Por: Redação AL Fonte: Resiliência
09/07/2026 às 17h22 Atualizada em 09/07/2026 às 18h26
A dor do jejum: transformando frustração em maturidade
Neymar - Foto de Capa: Reprodução / Divulgação

O sonho do hexacampeonato terá de esperar mais uma vez. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, a Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo e aumentou o maior jejum de títulos de sua história. Desde o pentacampeonato conquistado em 2002, já são 24 anos sem levantar a taça, e a próxima oportunidade será apenas em 2030.

O futebol desperta identidade, expectativa e pertencimento, tornando natural que derrotas importantes provoquem tristeza, decepção e até sensação de vazio. A forma como cada pessoa lida com essas frustrações, porém, pode fazer muita diferença para o equilíbrio emocional.


5 dicas para lidar com frustrações no dia a dia:

1. Permita-se sentir a decepção

Ignorar ou tentar reprimir a frustração não costuma ser a melhor estratégia. Reconhecer que a tristeza faz parte da experiência ajuda o cérebro a processar melhor as emoções.

"Aceitar que nem tudo acontece como esperado é um exercício importante de maturidade emocional, tanto no esporte quanto na vida", destaca a auditora e pesquisadora do CPAH - Centro de Pesquisas e Análise Heráclito, Flávia Ceccato, autora do livro "Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações".

 

2. Derrotas fazem parte

Nenhum atleta, equipe ou profissional vence o tempo todo. Grandes conquistas normalmente são construídas após derrotas, ajustes e aprendizados.

 

3. Evite transformar em um problema pessoal

O envolvimento emocional com o situações macro é natural, mas é importante manter uma distinção entre a ligação com situações gerais, seja futebol, política, vida de terceiros, etc., e a sua própria identidade para evitar efeitos que naturalmente não deveriam ocorrer.

 

4. Desenvolva a inteligência existencial

De acordo com Flávia Ceccato, a inteligência existencial contribui para que as pessoas enxerguem acontecimentos difíceis sob uma perspectiva mais ampla, reduzindo o impacto emocional imediato.

"A inteligência existencial nos convida a compreender que derrotas, perdas e frustrações fazem parte da experiência humana. Quando conseguimos atribuir significado aos acontecimentos em vez de enxergá-los apenas como fracassos, desenvolvemos mais equilíbrio emocional e resiliência para enfrentar os desafios da vida".

"Essa habilidade favorece uma postura mais reflexiva diante dos acontecimentos e ajuda a evitar reações impulsivas motivadas apenas pela emoção do momento", explica.

 

5. Direcione a energia para o que pode controlar

Depois de uma derrota, em qualquer área da vida, é comum gastar energia tentando mudar algo que já aconteceu, mas um caminho mais saudável é concentrar a atenção nas próprias atitudes, projetos e seus objetivos.

"Esse exercício fortalece a sensação de autonomia e reduz a sua tendência de permanecer preso à frustração, e ajuda a transformá-la no motor de mudanças positivas na sua vida", destaca Flávia Ceccato.

 

Flávia Ceccato - Foto: Arquivo pessoal / IMF Press Global

 

Sobre Flávia Ceccato

Flávia Ceccato Rodrigues da Cunha é uma profissional de perfil acadêmico diversificado e auditora no Tribunal de Contas da União (TCU), com vasta experiência em supervisão financeira pública. Formada em Física pela Universidade Cruzeiro do Sul (2024), complementou sua formação com uma Pós-graduação Lato Sensu em Ensino de Astronomia (2023) e uma Especialização em Intervenção ABA para Autismo e Deficiência Intelectual pelo Centro Universitário Celso Lisboa (2025). Sua trajetória acadêmica também inclui um Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um Mestrado em Regulação e Gestão de Negócios pela Universidade de Brasília (UnB).

Como escritora, Flávia destaca-se pela aplicação da Lei de Benford em auditorias de obras públicas, sendo autora de artigos e do livro Seleção de Amostra de Auditoria de Obras Públicas pela Lei de Benford, que oferece uma abordagem prática e didática para fiscalizadores e pesquisadores. Seu trabalho analisou casos como a reforma do Aeroporto Internacional de Minas Gerais e as construções das Arenas da Amazônia e do Maracanã, focando na identificação de sobrepreços. Além disso, prepara o lançamento de Existential Intelligence: Tools, Insights and Implications para maio de 2025, expandindo seus interesses para além da auditoria, explorando a inteligência existencial e suas aplicações.

Flávia também atuou como analista de finanças e controle na Controladoria-Geral da União e como analista tributária na Receita Federal do Brasil. Membro de sociedades de alto QI e filosóficas, como Mensa Brasil, Intertel, International Society for Philosophical Enquiry (ISPE), VeNus High IQ Society e Infinity International Society, ela é uma palestrante frequente em eventos internacionais, unindo expertise em regulação, cognição e pesquisa interdisciplinar. Atualmente, é pesquisadora no CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e diagnosticada com superdotação profunda.

 

 

Assessoria de Imprensa: -IMF Press Global-

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