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A mãe de um povo clama por justiça: “Agar” incendia o Sesc Copacabana com saga milenar de sobrevivência e poder
Teatro, narração poética e projeções visuais levam o público para uma história no deserto
01/07/2026 13h24
Por: Jornalista Anderson Lopes Fonte: Teatro e Ancestralidade
Espetáculo “Agar” - Foto de Capa: Rodrigo Menezes

Dos dias 02 a 26 de julho, o público vai poder refletir e se emocionar com uma história milenar no Sesc Copacabana. Descrita no Corão, na Bíblia e na Torá como mãe de Ismael, o patriarca do povo árabe, "Agar" é uma fábula sobre uma mulher livre, guiada pela sua ancestralidade e pelo seu entendimento de mundo.

O espetáculo acontece durante a passagem de mãe e filho pelo deserto. Sem comida e sem água, Agar e o filho, Ismael, estão prestes a morrer. Entrelaçando questões culturais e políticas, a peça traz a saga da fascinante personagem visionária e fora dos padrões, que exigiu os direitos de herança e existência para seu filho e seus descendentes, o povo árabe.

Interpretado por Tatiana Henrique, como Agar; Hebert Said, como Ismael; e Sheila Martins, como DeusA; o drama nos conecta aos dias atuais: "Todos os povos têm direito de existir. As comunidades originárias têm o direito ao espaço em que vivem", afirmam. "Partimos de um conceito de patrimônio imaterial que trata sobre como um território é mais que um chão, ele é fundamental para o assentamento existencial de um povo".

O espetáculo, selecionado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, é produzido pela Obalufônica, coordenada por Tatiana Henrique e Hebert Said, atuante em ações artísticas e educativas há cerca de 25 anos, e uma fomentadora de pesquisas artísticas em linguagens culturais africanas, afro-brasileiras, dos povos originários brasileiros e indianas. Entre suas criações multilinguagem estão: Ọ̀rọ̀, Contos de Orí, Ògún pèlé o!, Nuang, caminhos da liberdade e outros, além de apoios a artistas e espetáculos parceiros.

 

Uma história de resistência, ancestralidade e o direito inegociável de existir - 2a Foto: Rodrigo Menezes 

 

"Sempre conversamos sobre o quanto é importante saber sobre as nossas origens para tanto nos entender intimamente quanto a questões sociais e políticas. Eu pesquiso teatro negro, Hebert é neto de refugiados sírios que aqui se juntaram com indígenas e pretos também. Essa história é como um reencontro nosso com África e Ásia, pretos e árabes. Isso faz muito sentido pra gente", destaca Tatiana Henrique.

Com 16 apresentações, de quinta a domingo, a direção traz a acessibilidade através da LIBRAS, presente em todas as sessões, como dispositivo poético do trabalho. "Consideramos que a LIBRAS é uma das línguas ancestrais, então apostamos nisso como uma surpresa cênica para o público".

Com dramaturgia textual em português, copta e árabe, legendas também fazem parte do espaço cênico, tanto para pessoas surdas não-falantes de LIBRAS, quanto para todo o público em geral, além de sessões com audiodescrição aos domingos. Em curta temporada, o espetáculo ficará em cartaz até o dia 26 de julho, com ingressos a partir de R$ 20,00. 

 

Serviço

Espetáculo: Agar

Local: Teatro Sesc Copacabana - Sala Mezanino

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ

Temporada: 02 a 26 de julho, de quinta a domingo

Horário: Quintas e sextas, às 20h30; sábados e domingos, às 19h

Ingressos: R$ 40 (inteira); R$36 (conveniados), R$28 (credencial plena Sesc);  R$ 20 (meia-entrada) e Gratuito (público cadastrado no PCG).

Venda disponível: ingresso.com

Bilheteria: Horário de funcionamento: Terça a sexta - das 9h às 20h; Sábados, domingos e feriados - das 14h às 20h.

Classificação indicativa: 12 anos

Instagram: @obalufonica

 

Ficha Técnica

Atuação: Hebert Said, Sheila Martins e Tatiana Henrique

Concepção, Dramaturgia e Cenografia: Tatiana Henrique e Hebert Said

Direção Geral: Tatiana Henrique

Assistência de Direção: Junio Nascimento

Direção de Movimento: Raphael Rodrigues

Figurino: Carla Costa

Assistente de Figurino e Costura Cênica: Luciane Chagas 

Escultor-Aderecista: Carlos Machado

Cenotécnico: Moisés Cupertino 

Direção Musical: Rodrigo Maré

Edição Trilha Sonora: ReUrbana

Desenho de Luz: Valmyr Ferreira

Videomapping: Igor Borges

Consultoria em Acessibilidade Cênica: Sheila Martins

Acessibilidades: Imagética Acessibilidade

Consultoria em Filosofia e História: Renato Noguera

Assessoria de Imprensa: Angélica Zago – Angel Comunicação e Assessoria

Identidade Visual e Mídias Sociais: VB Digital – Victor Braga e Diogo Nasi

Consultoria Jurídica: Agnes Ramalho

Direção de Produção: Obalufônica

Produção Executiva: Maiana Santos

Apoio: Donna Natureza, Centro de Teatro do Oprimido, Centro de Artes Calouste Gulbenkian, Teatro Municipal Gonzaguinha, ETET Martins Penna. Realização: Sesc Rio e Sesc Pulsar.

 

 

Assessoria de Imprensa: -Angel Comunicação-

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