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Entre fios cortados e sonhos interrompidos: a luta da Praça Seca para voltar ao mapa
Como a falta de serviços básicos está expulsando jovens e adoecendo idosos no bairro
20/06/2026 17h08 Atualizada há 2 horas
Por: Redação AL Fonte: Comunidade Ilhada
Praça Seca - Foto de Capa: Divulgação

O silêncio forçado e as telas pretas tornaram-se a realidade cruel de quem reside na Praça Seca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O que antes era considerado um bairro referência na região, hoje enfrenta o flagelo do isolamento digital e da insegurança galopante. 

O roubo sistemático de cabos e arredores gerou um apagão de conectividade que já dura quase dois mês. Ruas, como a Rua Cândido Benício, Rua Mamanguape e a Rua Guilherme Veloso, além de diversas outras vias adjacentes, foram completamente esquecidas pelas operadoras de serviço.

Por trás dos fios cortados e dos postes depredados, existem vidas humanas em colapso. O acesso à televisão e à internet não é um luxo supérfluo; é uma questão de dignidade básica, saúde mental e direito ao futuro.

 

"Eu não sei mais o que é uma TV na minha casa, estou em depressão por conta disso tudo que vem acontecendo aqui na Praça Seca. Meus filhos foram embora para poder dar continuidade aos estudos, eles dependem da internet 24 horas."

Dona Célia, moradora do bairro.

 

O relato doloroso de Dona Célia sintetiza o drama de centenas de famílias. A falta de serviços essenciais está expulsando os jovens de suas próprias casas pela impossibilidade de estudar, trabalhar ou se qualificar, fraturando o núcleo familiar e adoecendo a população idosa que dependia do lazer da TV para enfrentar a rotina.

 

Os moradores exigem uma postura firme e contínua das empresas prestadoras de serviço e das autoridades de segurança pública. Consertar uma rua hoje para abandoná-la amanhã não é a solução.

Manutenção ininterrupta: O trabalho de reparo técnico precisa ser diário e persistente até que todo o bairro seja restabelecido.

Segurança e monitoramento: É inadmissível que as quadrilhas continuem ditando o ritmo da vida dos cidadãos na Rua Cândido Benício sem qualquer resposta ostensiva.

Direito à cidadania: Estudar, se informar e se comunicar são direitos fundamentais. A Praça Seca clama por socorro e pelo retorno da dignidade que lhe foi roubada.

 

 

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