
O Brasil assiste, de estômago embrulhado, a mais um capítulo vergonhoso da nossa história jurídica. Monique Medeiros, a mãe que deveria ter sido o escudo do próprio filho, deixa o banco dos réus livre, leve e solta. O motivo? Um inacreditável perdão judicial. Em uma manobra argumentativa de dar nós nas tripas, a juíza Elizabeth Louro justificou a soltura alegando que Monique foi alvo de uma reação social “desproporcional” e de “discriminação de gênero”.
Dizer isso é um deboche com a inteligência do povo brasileiro e um cuspe no túmulo de uma criança indefesa.
Que "gênero" justifica a omissão diante da tortura? Desde quando a conivência com a crueldade virou pauta de vulnerabilidade social? Monique não foi vítima da sociedade; ela foi cúmplice do horror. Enquanto o monstro do seu ex-marido, o Dr. Jairinho, foi finalmente condenado a 43 anos de prisão, uma pena que todos sabemos que será encolhida por brechas da lei e "bom comportamento", a mãe recebe passe livre para recomeçar a vida.
É um tapa na cara. Uma inversão de valores perversa onde o carrasco posa de vítima e o sangue de um inocente é lavado com tecnicalidades jurídicas.
Toda a nossa mais profunda, dolorosa e barulhenta solidariedade a Leniel Borel. Esse pai, que carrega nas costas o peso de uma saudade eterna, foi obrigado a ver a Justiça matar o seu filho pela segunda vez. Henry Borel foi abandonado por quem deveria protegê-lo em vida, e agora, foi desamparado pelo Estado após a morte.
A lei pode ter perdoado, mas a história e a consciência do país jamais esquecerão. Justiça por Henry Borel!
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