
O primeiro dia do Feira Preta Festival: Viva Pequena África marcou o retorno histórico do encontro de cultura e economia preta da América Latina ao Rio de Janeiro após dez anos. Realizada nesta sexta-feira (29), no Píer Mauá e Armazém Kobra, na região da Pequena África, a abertura da edição reuniu lideranças, empreendedores, criadores, investidores, artistas e o público em uma intensa programação voltada ao fortalecimento da economia preta, inovação, cultura e memória negra.
A abertura oficial contou com a presença de Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, ao lado de representantes do Sebrae RJ e lideranças do ecossistema de empreendedorismo negro. Ao longo do dia, talks, painéis, workshops e mentorias mobilizaram centenas de participantes em debates sobre acesso a crédito, inteligência artificial, consumo, influência, tecnologia e desenvolvimento econômico negro.

Mais que cultura, é dinheiro, inovação e poder preto no topo. Quem foi sentiu a energia! - Foto: Agência Atlântida
“Retornar ao Rio depois de 10 anos é reconhecer a força desse território na formação da cultura negra brasileira. A Pequena África é um símbolo vivo de memória e resistência, mas também de futuro. É aqui que queremos afirmar a potência da economia preta como caminho de desenvolvimento”, afirmou Adriana.
A programação de negócios abriu espaço para reflexões sobre inclusão financeira e geração de oportunidades. Um dos destaques do dia foi a participação de Nath Finanças, que falou sobre autonomia financeira e o papel da educação na transformação social: “A educação foi o que transformou a minha vida. Não deixem de estudar. Para quem é da periferia, a faculdade é essencial. E se for para empreender, empreenda para resolver problemas reais”, destacou a influenciadora durante sua participação.
Outro momento de destaque foi o painel “Consumo, Poder e Invisibilidade”, que reuniu Michel Alcoforado, Luanda Vieira e Eduardo Paiva para discutir comportamento, mercado e reconhecimento na economia preta. Durante o encontro, Michel ressaltou o simbolismo do festival acontecer na Pequena África.
“A Feira Preta acontecer aqui no Cais do Porto reforça essa transformação que a gente precisa fazer coletivamente para tornar a sociedade brasileira menos racista. A feira cria conexões e mostra que ninguém faz isso sozinho”, afirmou o antropólogo.
O festival também recebeu a visita do deputado federal Henrique Vieira, que destacou a importância do evento para o fortalecimento econômico e cultural da população negra: “A Feira Preta fortalece o nosso povo, cria caminhos de geração de renda, estimula a nossa produção cultural e abre horizontes. É um espaço de encontro, troca e reflexão crítica”, afirmou o parlamentar.
Além dos painéis e talks, a programação contou com mentorias promovidas pelo Sebrae RJ, workshops sobre inteligência artificial aplicada aos negócios negros, encontros internacionais sobre empreendedorismo negro na América Latina e debates sobre influência cultural, tecnologia e circulação de riqueza dentro da economia preta.
Entre os empreendedores presentes no festival, Elaine Souza, da marca Tempero de Cor, também destacou a importância do festival como espaço de fortalecimento econômico e valorização da cultura negra: “A Feira Preta é um espaço onde a gente consegue mostrar o nosso trabalho, trocar experiências e fortalecer negócios negros de forma coletiva. Estar aqui na Pequena África tem um significado muito forte porque conecta empreendedorismo, memória e pertencimento”.
A edição carioca reafirma a Pequena África como território de memória, inovação e prosperidade negra. Realizado pelo Instituto Feira Preta, o Festival Feira Preta: Viva Pequena África conta com patrocínio do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural, Nubank e BNDES, além de patrocínio de Mercado Livre, Cerveja Original, Assaí Atacadista, Sebrae RJ, L’Oréal, Nivea e Renner.
A programação continua neste sábado (30) e domingo (31) com shows de Sandra Sá, Tati Quebra Barraco e Titica, Leci Brandão, Teresa Cristina, Áurea Martins e Rita Benedito, além de debates com Conceição Evaristo, Paulo Vieira, Cordell Carter, Sharna Jackson e diversos nomes da cultura, literatura, audiovisual e empreendedorismo negro. O festival também segue com cortejos, cinema, feira de empreendedores, experiências gastronômicas, atividades infantis e ações culturais espalhadas pela região da Pequena África. Ingressos gratuitos pelo Sympla.
Sobre o Instituto Feira Preta
O Feira Preta é um ecossistema estratégico focado no fortalecimento econômico cultural da população negra na América Latina, em especial no Brasil. A organização atua por meio de programas, projetos e ações voltadas ao empreendedorismo, cultura, educação, pesquisa e inovação, criando ambientes propícios ao crescimento e à prosperidade econômica de pessoas negras a partir da valorização de conhecimentos ancestrais e da construção de novos futuros.
Mais informações no: https://feirapretafestival2026.com.br/
Sobre o Viva Pequena África
O Viva Pequena África é uma iniciativa estruturada e patrocinada pelo BNDES e com apoio financeiro, da Open Society Foundations, da Ford Foundation, do Instituto Ibirapitanga e da Fundação Itaú. Na gestão , reúne-se, pela primeira vez, uma coalizão de organizações negras composta pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), a Diáspora.Black e a Feira Preta.
Assessoria de Imprensa: -Profile-
@ Portal AL 2.0.2.6