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Apagão da Claro completa uma semana e causa êxodo forçado na Praça Seca
Sem sinal e sem segurança, moradores exigem respostas da Claro e do poder público
15/05/2026 12h45 Atualizada há 2 horas
Por: Redação AL Fonte: Cadê o Estado?
Foto de Capa: Divulgação / Prefeitura do Rio

Moradores da Praça Seca vivem um apagão digital que já dura seis dias, transformando a rotina do bairro em um cenário de isolamento, revolta e êxodo forçado. Neste sábado (15), o descaso completa uma semana, obrigando dezenas de famílias a abandonarem suas casas para buscar abrigo e conexão na residência de parentes.

A crise expõe a total falta de transparência da operadora Claro e a alarmante ausência do poder público em garantir a segurança e os serviços básicos na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

 

O Impacto do Apagão Digital

-Êxodo Urbano: Moradores estão abandonando o próprio lar por não conseguirem trabalhar, estudar ou se comunicar.

-Roleta Russa da Conexão: A pane é intermitente e desigual, deixando vizinhos da mesma rua em situações completamente opostas.

-Comércio Asfixiado: Estabelecimentos locais operam com extrema dificuldade para processar pagamentos e receber pedidos.

-Respostas Evasivas: A Claro emite justificativas automáticas e conflitantes para cada cliente que tenta contato.

 

O Bloqueio Técnico e o Jogo de Empurra

A operadora Claro se blinda atrás de um comunicado padrão em seu aplicativo, lavando as mãos e deixando os clientes sem qualquer previsão de retorno:

"Atenção! A Claro foi sinalizada de um incidente em área próxima ao seu endereço. Por esse motivo, neste momento, não é possível realizar o atendimento técnico em sua região..."

A mensagem deixa claro que a empresa suspendeu a manutenção por questões de segurança. Contudo, essa postura gera questionamentos urgentes por parte da população: se uma gigante das telecomunicações, com milhares de funcionários e recursos técnicos de ponta, não consegue reestabelecer o sinal em poucas horas, quem conseguirá?

 

A Falha do Poder Público

O problema central não é apenas técnico, é de soberania e segurança pública. Ao alegar "incidente na área" para não enviar técnicos, a Claro escancara o domínio territorial do crime organizado na região. Diante disso, a comunidade exige respostas imediatas:

-Cadê o Estado? Onde estão as forças de segurança pública para garantir o direito de ir e vir dos técnicos da operadora?

-Quem paga a conta? Os dias sem sinal continuam sendo cobrados normalmente nas faturas dos clientes.

-Até quando? A população da Praça Seca recusa-se a aceitar que o crime dite quais serviços básicos podem ou não funcionar no bairro.

 

 

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