
O Rio de Janeiro perdeu, na última segunda-feira (27), Luciana Novaes. A mulher que sobreviveu à barbárie urbana para se tornar o rosto da luta pela inclusão e dignidade na Câmara Municipal.
Vinte e três anos atrás, o Brasil parou diante da imagem da jovem estudante de enfermagem atingida por uma bala perdida dentro de uma sala de aula. Naquele dia, em 2003, no campus da Estácio, a violência tentou interromper os sonhos de Luciana aos 19 anos. Mas ela se recusou a ser apenas uma estatística.
Embora o tiro a tenha deixado tetraplégica, ele não conseguiu paralisar sua vontade de mudar o mundo. Luciana Novaes não foi apenas "a menina da Estácio"; ela se tornou a voz de milhares de cariocas invisibilizados. Como vereadora e assistente social, transformou sua cadeira de rodas em uma tribuna de combate ao preconceito e à negligência.
Sua partida, aos 42 anos, deixa um vazio imenso na política carioca e no coração de quem via nela a prova viva de que a esperança é mais forte que o chumbo. O Rio hoje não perde apenas uma parlamentar; perde um símbolo de resiliência que ensinou a uma cidade inteira o verdadeiro significado de lutar.
Luciana Novaes: Presente!
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