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O brilho que não se apaga: Belo Horizonte chora a partida de seu Eterno Rei Momo
O legado de resistência de Wallace Guedes
27/04/2026 14h09 Atualizada há 2 horas
Por: Jornalista Anderson Lopes Fonte: Carnaval BH
Wallace Guedes - Foto de Capa: Instagram @wallaceguedesoficial

A folia silenciou. O brilho que guiava o cortejo de Belo Horizonte despediu-se da avenida antes da hora. Wallace Guedes, o homem que transformou a coroa de Rei Momo em um símbolo de resistência e renascimento, partiu nesta segunda-feira (27), aos 39 anos.

Sua história não foi escrita apenas com confete e serpentina, mas com a força bruta de quem conheceu o asfalto frio antes de reinar sobre ele. Em 2001, quando a vida lhe negava um teto, o Carnaval lhe deu um destino. Wallace não apenas participava da festa; ele era a própria personificação da fênix carnavalesca: alguém que emergiu da situação de rua para se tornar a autoridade máxima da alegria mineira.

 

Wallace Guedes partiu aos 39 anos, deixando um trono vazio e um legado imortal de quem transformou dor em sorriso - Fotos: Instagram @walleceguedesoficial

 

Eleito em 2020 e reconduzido ao trono em 2024, ele encerrou seu ciclo ainda vestindo o manto oficial da cidade. Wallace lutava contra uma leucemia desde o início de abril na Santa Casa, enfrentando a doença com a mesma dignidade com que carregava seu cetro.

Belo Horizonte perde um monarca, mas a cultura popular imortaliza um gigante. Wallace Guedes provou que o Carnaval é muito mais que um feriado; é o lugar onde o invisível se torna rei. A corte está em luto, mas o legado de seu sorriso permanece como o enredo mais bonito já desfilado nas ruas da capital.

 

Descanse em festa, Majestade.

 

 

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