Geral Saúde Renal
Um inimigo silencioso: 1 em cada 10 pessoas no mundo vive com doença renal crônica
Embora seja mais comum em adultos, a doença também pode afetar crianças e adolescentes e evoluir de forma silenciosa, exigindo atenção a sinais de alerta
13/03/2026 13h37
Por: Redação AL Fonte: Rins
Foto de Capa: Wynitow Butenas / Hospital Pequeno Príncipe

De acordo com a organização internacional World Kidney Day, 1 em cada 10 pessoas no mundo vive com doença renal crônica (DRC). A condição afeta mais de dez milhões de brasileiros e cerca de 850 milhões de pessoas globalmente, além de causar 2,4 milhões de mortes todos os anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora seja mais comum na vida adulta, a doença renal crônica também pode afetar crianças e adolescentes. Estima-se que ocorram cerca de 20 casos para cada um milhão de crianças, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. Por isso, durante o mês de conscientização sobre a saúde renal, o Hospital Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, reforça a importância do cuidado com a saúde dos rins desde a infância.

Além da produção de urina, os rins exercem funções essenciais para o organismo, como filtrar impurezas do sangue, controlar a pressão arterial e produzir hormônios importantes para o metabolismo, crescimento e desenvolvimento do corpo. "Muitas pessoas pensam que os rins são responsáveis apenas pela produção de urina, mas eles têm um papel fundamental no equilíbrio do organismo. Eles atuam no controle da pressão arterial, do metabolismo e do crescimento das crianças. Por isso, o cuidado com a saúde renal e os hábitos saudáveis devem começar ainda na infância", explica a nefrologista pediátrica Lucimary Sylvestre, do Hospital Pequeno Príncipe.

 

Sinais de alerta

Existem diferentes doenças renais na infância e muitas delas não se limitam apenas aos rins, podendo envolver todo o trato urinário. Elas podem estar associadas a malformações congênitas, condições hereditárias ou doenças adquiridas, como infecções urinárias de repetição, cálculos renais e síndromes que causam perda de proteína pela urina.

"Algumas doenças renais se manifestam com sinais como infecção urinária de repetição, dor ou dificuldade para urinar, perda de urina, presença de sangue ou espuma na urina e inchaço no corpo. No entanto, outras condições podem evoluir de forma silenciosa até estágios mais avançados, o que reforça a importância da avaliação médica", explica a especialista.

Também é importante estar atento a sinais como alterações na pressão arterial, cansaço excessivo, anemia persistente, inchaço no rosto ou nas pernas e histórico familiar de doenças renais.

 

Hipertensão também pode ocorrer na infância

A hipertensão arterial é outro fator que merece atenção na infância. Embora muitas vezes seja associada apenas aos adultos, crianças e adolescentes também podem apresentar pressão alta e, na maioria das vezes, sem sintomas evidentes.

"A hipertensão nem sempre provoca sinais claros nas crianças, por isso a aferição da pressão arterial é fundamental. A recomendação é que ela seja medida rotineiramente a partir dos três anos de idade, especialmente em crianças com fatores de risco, como prematuridade, baixo peso ao nascer, doenças renais ou sobrepeso", ressalta Lucimary.

Em alguns casos, a hipertensão pode estar relacionada a doenças renais ou a alterações em outros órgãos, como o coração ou o sistema endocrinológico. Em outras situações, pode estar associada ao estilo de vida, principalmente ao excesso de peso, alimentação rica em sódio e baixo nível de atividade física.

 

Estilo de vida influencia a saúde dos rins

Hábitos saudáveis desempenham papel importante tanto na prevenção quanto no controle de diversas doenças renais. Entre as recomendações estão a ingestão adequada de líquidos, alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas.

"Uma dieta rica em alimentos industrializados e com excesso de sal pode contribuir para o aumento da pressão arterial e também para o desenvolvimento de cálculos renais. Já uma alimentação mais equilibrada e a prática de atividades físicas ajudam a proteger a saúde dos rins e do organismo como um todo", afirma a nefrologista.

Manter o peso adequado e reduzir o consumo de ultraprocessados também são medidas importantes para prevenir doenças como hipertensão e obesidade, que podem comprometer a função renal ao longo da vida.

 

Tratamentos variam conforme a doença

O tratamento das doenças renais depende da causa e do estágio. Em alguns casos, mudanças no estilo de vida e na alimentação já são suficientes para controlar o problema. Em outras situações, pode ser necessário o uso de medicamentos específicos ou acompanhamento com especialistas.

Quando ocorre perda progressiva da função dos rins, a criança pode evoluir para doença renal crônica avançada, situação em que são necessárias terapias de substituição da função renal. Entre elas estão:

 

 

"Mesmo nos casos mais graves, existem tratamentos que permitem controlar a doença e melhorar a qualidade de vida das crianças. O acompanhamento especializado é essencial para definir a melhor abordagem em cada caso", destaca a especialista.

 

Referência nacional

Há mais de 40 anos, o Serviço de Nefrologia do Hospital Pequeno Príncipe disponibiliza toda a estrutura necessária para os pacientes em um único local, com diversos exames e profissionais especializados. É o único serviço exclusivamente pediátrico do Paraná e também é considerado um dos mais completos do Brasil.

A instituição oferece todas as modalidades de terapia renal substitutiva para pacientes com lesão renal aguda e doença renal crônica: hemodiafiltração, hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Além de ambulatório geral de nefrologia e atendimentos especializados para pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador, litíase, tubulopatias, glomerulopatias, bexiga neurogênica e hipertensão arterial. O serviço conta ainda com uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais. E também contribui na formação de especialistas com residência em nefrologia pediátrica.

 

Sobre o Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR), o Hospital Pequeno Príncipe é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil. Há mais de cem anos, a instituição filantrópica e sem fins lucrativos oferece assistência hospitalar humanizada e de alta qualidade a crianças e adolescentes de todo o país. Referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, realiza transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea, além de atuar em 47 especialidades e áreas de assistência em pediatria, com equipes multiprofissionais.

Com 369 leitos, sendo 76 de UTI, o Hospital promove 76% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, realizou 258 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil procedimentos cirúrgicos e 308 transplantes. Reconhecido como hospital de ensino desde a década de 1970, já formou mais de dois mil especialistas em diferentes áreas da pediatria.

Junto com a Faculdades Pequeno Príncipe e com o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, compõe o Complexo Pequeno Príncipe. Essa atuação em assistência, ensino e pesquisa — conforme o conceito Children's Hospital, adotado por grandes centros pediátricos do mundo — tem transformado milhares de vidas anualmente, garantindo-lhe reconhecimento internacional.

Ano passado, o Pequeno Príncipe foi listado como um dos 70 melhores hospitais do mundo que atuam com pediatria (ou que atendem crianças) no ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek, o que o colocou, pelo quinto ano consecutivo, como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina. Também em 2025, foi reconhecido como Hospital de Excelência pelo Ministério da Saúde por meio de certificação concedida a instituições que cumprem critérios técnicos rigorosos na assistência.

 

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