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Vozes da Terra: O Cinema Ocupa a Esplanada da FGV
Entre os dias 14 e 17 de março, o centro cultural da FGV, no Rio de Janeiro, será transformado em uma sala de cinema com filmes sobre arte e ecologias contemporâneas e a participação de grandes pensadores e diretores
13/03/2026 12h48
Por: Redação AL Fonte: Agenda Cultural AL
Foto de Capa: Divulgação

A esplanada da Fundação Getulio Vargas (FGV), em Botafogo, torna-se palco de mais uma intervenção cultural da FGV Arte com a estreia do Cine Enseada. Pela primeira vez, o centro cultural da instituição, localizado na zona sul do Rio de Janeiro, se torna uma grande sala de cinema, com uma programação exclusiva para criança se outra destinada aos adultos. Ao longo de quatro dias, de 14 a 17 de março, o público é convidado a participar de um diálogo entre cinema, arte e ecologias contemporâneas, com a exibição de filmes e debates entre diretores e convidados. A entrada é gratuita mediante inscrição prévia.

A programação do festival traz sessões infantis, longas, curtas-metragens, debates, encontros formativos e atividades educativas pensadas a partir de quatro eixos: sonhar com a terra, criar com a terra, aprender com a terra e ouvir a terra.

A estreia é no sábado,14 de março, às 15h, e reúne animação, documentário e debates sobre as exibições do dia. A sessão infantil apresenta Perlimps, de Alê Abreu, diretor já indicado ao Oscar por O menino e o mundo. A animação acompanha dois agentes secretos de reinos rivais que precisam unir forças para encontrar criaturas capazes de restaurar a paz.

 

 

Foto: Perlimps

 

Em seguida, é exibido o documentário Ailton Krenak: O sonho da pedra, dirigido por Marco Altberg, acompanhado de uma conversa com o próprio Krenak e o diretor. Encerrando a noite, o longa Minha terra estrangeira, de Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles, traz reflexões sobre a identidade indígena e os desafios políticos recentes do Brasil.

Já no domingo, 15 de março, a programação começa às 13h, com a animação Ainbo: A guerreira da Amazônia, seguida de uma mostra de curtas infantis internacionais e brasileiros. Entre as exibições voltadas para o público adulto, destaca-se o curta Recife frio, de Kleber Mendonça Filho, um documentário que reflete sobre as mudanças climáticas e a urbanização. A programação do dia se encerra com o premiado documentário biográfico O sal da terra, dirigido por Juliano Ribeiro Salgado e Wim Wenders, que aborda a trajetória do fotógrafo Sebastião Salgado.

Na segunda-feira, 16 de março, haverá a apresentação de um curta, às 13h, que exibirá Vípuxovuko – Aldeia, de Dannon Lacerda. A programação também reúne produções como Ilha das flores, de Jorge Furtado, e Amazônia sociedade anônima, de Estêvão Ciavatta, sobre a resistência de povos tradicionais diante dos desmatamentos. O documentário (Re)Encontros Akupūnh awjanã, produzido pela Escola de Ciências Sociais da FGV (CPDOC),contará com um debate conduzido por Celso Castro, professor e diretor da unidade. Encerrando o dia, Mundurukuyü – A floresta das mulheres peixe, de Aldira Akay, Beka Munduruku, Rilcélia Akay, apresenta o olhar de mulheres cineastas Munduruku sobre o território, a ancestralidade e a resistência.

 

Foto de divulgação: Pasárgada

 

No último dia do evento, terça-feira, 17 de março, às 13h, haverá filmes que articulam cinema e música, como Radiola de promessa, de Gê Viana, e Tuã Ingugu (Olhos d'Água), de Daniela Thomas. O encerramento do Cine Enseada inclui, ainda, uma aula aberta promovida pela FGV CPDOC, conduzida pelas professoras Thais Blank (CPDOC) e Lúcia Monteiro (UFF). Entre os longas exibidos nesse dia, estão Amazônia groove, de Bruno Murtinho, Terruá Pará, de Jorane de Castro, e Pasárgada, que marca a estreia na direção de Dira Paes.

O Cine Enseada reforça o compromisso da FGV Arte com a reflexão sobre o futuro do planeta. A programação, que abrange filmes nacionais e internacionais, destacando diversidade, cultura e sociedade, dialoga com a exposição Adiar o fim do mundo, com curadoria de Ailton Krenak e Paulo Herkenhoff, em cartaz até 22 de março. Além de assistirem às exibições dos filmes, os inscritos no evento podem visitar a galeria gratuitamente e participar de atividades educativas e visitas guiadas.

A FGV Arte já anuncia que, a partir da próxima edição, o festival contará com um edital de premiação para curtas e longas-metragens independentes. Instituições e realizadores de todo o país poderão inscrever os seus trabalhos e participar do processo seletivo. Essa iniciativa nasce do objetivo de fortalecer o diálogo entre cinema, arte e sustentabilidade, além de impulsionar obras independentes. As informações completas sobre o regulamento e as categorias serão divulgadas em breve, e o público poderá manifestar o seu interesse presencialmente, durante o credenciamento do evento.

 

Serviço:

Cine Enseada

Local: Centro Cultural da FGV | Praia de Botafogo, 186 – Rio de Janeiro Datas: de 14 a 17 de março

Horários: atividades entre 13h e 21h

Entrada gratuita | As inscrições serão feitas por meio de formulários online,que serão disponibilizados a cada dia de exibição. Acesse aqui.

Programação para criançase adultos.

 

Sobre a exposição Adiar o fim do mundo

A exposição propõe reflexões sobre outros modos de existência, cuidado e relação com a natureza, reunindo obras e práticas artísticas que convidam o público a imaginar futuros possíveis a partir do presente.

 

 

Assessoria de Imprensa: -Márcia Gomes (Insight)-

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