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Brunna Gonçalves, esposa de Ludmilla, realiza lipoaspiração seis meses após o parto - especialistas fazem alerta sobre os riscos

A pressa para retomar a antiga silhueta pode colocar em risco a recuperação do corpo materno

Assessor de Imp. / Jornalista Leandro Amorim
Por: Assessor de Imp. / Jornalista Leandro Amorim Fonte: Saúde
07/11/2025 às 13h23
Brunna Gonçalves, esposa de Ludmilla, realiza lipoaspiração seis meses após o parto - especialistas fazem alerta sobre os riscos
Brunna Gonçalves - Foto de Capa: Reprodução / Instagram

Após dar à luz sua primeira filha há apenas seis meses, Brunna Gonçalves, esposa da cantora Ludmilla, chamou atenção nas redes sociais ao revelar que passou por uma lipoaspiração. O procedimento, que tem se tornado comum entre celebridades no pós-parto, reacendeu o debate sobre o momento certo para realizar cirurgias estéticas após a gestação.

De acordo com a obstetra Dra. Júlia Alencar, a pressa para retomar a antiga silhueta pode colocar em risco a recuperação do corpo materno.

 

Brunna Gonçalves - Foto: Reprodução / Instagram 

 

"Após o parto, o corpo da mulher passa por intensas transformações hormonais, metabólicas e vasculares que levam tempo para se restabelecer. Fazer uma lipoaspiração apenas seis meses após a gestação pode representar riscos importantes, principalmente se o organismo ainda estiver em adaptação ou se a mulher estiver amamentando", explica.

O ginecologista e obstetra Cesar Patez reforça que o tempo ideal para uma cirurgia estética como a lipoaspiração varia de nove a doze meses após o parto, dependendo de cada caso.

"Na maioria das vezes, não é o ideal realizar uma lipo apenas seis meses após o parto, especialmente se o corpo ainda está em processo de recuperação fisiológica", afirma o médico.

"O ideal é que a paciente tenha o aval do obstetra e do cirurgião plástico, esteja com o peso e os hormônios estabilizados, e tenha encerrado a amamentação. Cada mulher tem seu próprio tempo de recuperação, e respeitá-lo é parte essencial do autocuidado."

Entre os principais riscos do procedimento precoce estão trombose, cicatrização lenta, infecções e resultados estéticos insatisfatórios, já que o corpo ainda passa por ajustes hormonais e retenção de líquidos. Além disso, durante a amamentação, o uso de anestésicos e medicamentos pode interferir na produção e na composição do leite materno.

O tema também levanta uma discussão sobre a pressão estética enfrentada por mulheres no pós-parto, especialmente figuras públicas. Para os especialistas, mais do que estética, o foco deve estar na recuperação integral da saúde física e emocional.

"O puerpério é um período de grandes mudanças, físicas, hormonais e psicológicas. A paciente precisa de tempo para se reconectar com o próprio corpo e respeitar esse ritmo natural", finaliza Patez.

 

 

Assessoria de Imprensa: -Diretoria Airam-

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