
Em cerimônia marcada por emoção, simbolismo e a força da magistratura mineira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu início ao biênio 2025–2027 com a posse dos ministros Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (presidente), Guilherme Augusto Caputo Bastos (vice-presidente) e José Roberto Freire Pimenta (corregedor-geral da Justiça do Trabalho).
O evento, realizado no Plenário do TST em Brasília, reuniu as mais altas autoridades da República: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara Hugo Motta, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, os ministros do STF Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Rosa Weber, Cristiano Zanin, além dos chefes das Forças Armadas e representantes do Legislativo como o senador Fabiano Contarato e as ministras Gleisi Hoffmann e Macaé Evaristo e o Ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.
Espiritualidade e compromisso social
Entre os convidados especiais, a presença do Pai Denisson D’Angiles e da Mãe Kelly D’Angiles — líderes espirituais e ativistas sociais — chamou atenção pelo comprometimento social e profundidade que trouxeram ao momento. Convidados pelo ministro Lélio Bentes, ex-presidente do TST e defensor histórico dos direitos humanos, o casal representou uma ponte entre a espiritualidade e a luta por justiça social.

Em conversa com esta coluna, Pai Denisson compartilhou sua visão sobre o significado da cerimônia:
“Estar lá foi testemunhar que a Justiça do Trabalho não é apenas uma instituição jurídica, mas um espaço sagrado onde se afirma que cada ser humano tem direito ao alimento, ao trabalho digno e ao progresso. Que os ventos da ancestralidade soprem sobre esta nova gestão, guiando-a com sabedoria e compaixão. Parafraseando o discurso do Presidente Lula na ONU: A única guerra possível é contra a pobreza e a miséria. E eu pontuo : Contra a fome também!”
Mineiridade e emoção
A cerimônia foi embalada por clássicos da música mineira, executados pelo compositor Marcus Viana e o Quarteto de Cordas do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Canções como Caçador de Mim e Oh, Minas Gerais deram o tom afetivo à posse, que também foi marcada por discursos contundentes sobre os desafios da plataformização do trabalho, a proteção dos direitos sociais e o combate ao trabalho análogo à escravidão.
Por -Thaís Morgado-
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