No Carnaval carioca, o posto de musa sempre foi um sonho para muitas meninas da comunidade. Jovens que cresceram dentro das escolas de samba, vindo da ala das crianças ou de projetos sociais, carregam no corpo o samba no pé, o carisma e o gingado que são a essência da festa.
Mas, ano após ano, esse espaço vem sendo ocupado majoritariamente por musas famosas, que chegam com visibilidade, fama e poder aquisitivo. Isso não tira o talento delas, mas levanta uma reflexão importante: onde fica a identidade da comunidade dentro do maior espetáculo da Terra?
As escolas de samba não podem perder sua raiz, sua alma. É preciso abrir mais espaço para aquelas meninas que nasceram e foram criadas no barracão, no ensaio de quadra, na bateria que pulsa o coração do Carnaval.
O apelo é claro: valorizem a prata da casa! A voz da comunidade é forte e merece ser ouvida. Afinal, o samba nasceu dela e é nela que se renova a cada geração.
Matéria: -Jornalista Anderson Lopes-
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