Em 2024, o Dida Bar & Restaurante foi oficialmente declarado Patrimônio Cultural Gastronômico do Rio de Janeiro — um reconhecimento que consagra sua importância não apenas no cenário culinário, mas também como um espaço de resistência, memória e celebração da cultura afro-brasileira.
A história do Dida é, na verdade, a continuidade de um legado iniciado nos anos 80, no subúrbio carioca, com o Bar da Tia Maria, na Pavuna. Ali, além da comida afetiva e autêntica, aconteciam rodas de capoeira e samba conduzidas por Mestre Sargento — irmão de Dida Nascimento e discípulo do mestre Celso Carvalho, premiado pelo IPHAN por sua dedicação à capoeira.
Hoje, quem lidera esse legado é Dida Nascimento, chef e empresária que transformou seu restaurante em referência de gastronomia e ancestralidade no Polo Gastronômico da Praça da Bandeira. Determinada e apaixonada pelo que faz, Dida abriu o primeiro espaço em março de 2015, na Rua Barão de Iguatemi, número 408. Em 2020, a casa ganhou um novo e mais amplo endereço, no número 379 da mesma rua.
Desde a inauguração, o Bar da Dida oferece uma experiência única, onde cada prato carrega histórias e saberes das culturas africanas e afro-brasileiras. Destaques do cardápio incluem o Cuscuz Marroquino, o Caril de Camarões de Moçambique e o Mufete de Angola — receitas servidas com autenticidade, técnica e afeto.
A cozinha é comandada com maestria por Dida, mas o empreendimento é um esforço coletivo e familiar. Seus filhos Thiago, Matheus e Stefani são sócios e atuam na gestão do restaurante, fortalecendo um projeto que atravessa gerações com propósito e identidade. "É um negócio já sucedido, todos saem ganhando, inclusive meus filhos. Eles hoje veem a importância de empreender com propósito, respeito e identidade", afirma Dida.
O espaço físico do restaurante também resgata a memória dos bares antigos: grandes janelas, pé-direito alto, ambiente rústico e acolhedor. "Nossa proposta é manter a resistência cultural do bar Tia Maria, uma mulher batalhadora, e ao mesmo tempo trazer uma nova abordagem, conectando passado e futuro", explica a chef.
Mais que um restaurante, o Dida Bar é um centro cultural vivo. Além da gastronomia, abriga eventos musicais, encontros afetivos e ações culturais, compondo uma verdadeira "invasão afro" no coração do Rio.
Ao valorizar sua ancestralidade, investir em gastronomia com propósito e manter viva uma tradição familiar, Dida Nascimento se afirma como um dos grandes nomes da culinária carioca — e seu restaurante, agora patrimônio da cidade, é símbolo de afeto, luta e identidade.
Sobre 25 de julho - A escolha da data: 25 de julho remonta a 1992, quando ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas em Santo Domingo, República Dominicana.
Nesse encontro, foi criada a Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, que posteriormente articulou com a Organização das Nações Unidas (ONU) para reconhecer a data.
A data também homenageia Tereza de Benguela, líder quilombola do século XVIII, que liderou o Quilombo Quariterê e resistiu à escravidão.
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é uma oportunidade para reconhecer as contribuições e conquistas das mulheres negras, além de promover a visibilidade de suas lutas e desafios. A data é marcada por marchas, palestras, atividades culturais e outras ações que buscam reafirmar a identidade, a história e a luta das mulheres negras.
No Brasil, a Lei nº 12.987, de 2014, instituiu o dia 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, reforçando o reconhecimento e a importância dessa data
Por -Rozangela Silva-
Assessoria de Imprensa
Foto de Capa: Empresária Dida Nascimento
Legenda da foto: Dida Nascimento, proprietária do Dida Bar & Restaurante
@ Portal AL 2.0.2.5