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Diversidade da cultura mato-grossense, Sesc Tijuca apresenta a peça infantil 'Tem Fogo na Mata'

Diversidade da cultura mato-grossense, Sesc Tijuca apresenta a peça infantil 'Tem Fogo na Mata'

Jornalista Anderson Lopes
Por: Jornalista Anderson Lopes
10/07/2023 às 03h26
Diversidade da cultura mato-grossense, Sesc Tijuca apresenta a peça infantil 'Tem Fogo na Mata'
Foto: Reprodução

Músicas inéditas, pesquisa e originalidade marcam a montagem teatral vibrante, que promove a diversidade cultural mato-grossense

 

"Tem Fogo na Mata", espetáculo teatral musicado e cantado, continua levando ao público a diversidade da cultura mato-grossense e a importância da preservação dos biomas e das populações nativas. Figuras do folclore, expressões regionais, saberes indígenas e poesia marcam o texto de Clarisse Fukelman, com direção de Claudio Mendes. A proposta preenche uma lacuna na programação teatral infantil: compartilhar questões ambientais, como poluição e desmatamento, e enfatizar a ação das mulheres em atuações de defesa do planeta. A peça foi selecionada por meio do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar.

Composições inéditas e arranjos de canções tradicionais feitos pela premiada maestra Liliane Secco acompanham a saga de D. Ribeirinha, com profundo afeto pelo território em que vive: rios, córregos, pesca tradicional e economia de subsistência. Incumbida de conduzir uma chama de fogo dos Terena até os Xavante. A aventura começa no Pantanal, segue atravessando o Cerrado até chegar nos Xavante, já na fronteira com Goiás. Acompanhada do atrapalhado Sr. Cidade, turista que não sabe lidar com a natureza, ela enfrenta as artimanhas do ambicioso Corpo Seco e seu bando, que assombra a região, a ponto de as cores estarem desaparecendo. A ajuda de seres lendários e a sabedoria indígena serão essenciais nesta peripécia perigosa e divertida.

O elenco faz desta pequena epopeia uma experiência mágica. Os multiartistas Elizândra Souza, Fabio Enriquez, Leandro Castilho, Marcia do Valle tocam em cena viola caipira, zabumba, triângulo, mini-afoxé, chocalhos etc. Sob a direção do premiado Cláudio Mendes, o universo poético do texto, carregado de imagens e referências regionais, toma conta da cena, que transita entre sonho e realidade. Ele escolheu manter no palco todos os atores o tempo todo: bichos se transformam em gente, gente se transforma em entes da floresta, sons criados pelos atores expressam desejos e medos. O processo criativo se destaca também nas soluções para o cenário, figurino e adereço, assinados por Carlos Alberto Nunes e Arlete Rua e na iluminação de Djalma Amaral.

"A dramaturgia foi, em certo sentido, uma aventura etnográfica", afirma Clarisse Fukelman, que mergulhou oito meses em estudos sobre o bioma local, os Terena e, sobretudo, os Xavante, para dar autenticidade a suas criaturas. As consultorias dos antropólogos Paulo S. Delgado e Gilson Moraes da Costa, que atuam junto aos Xavante, foram essenciais. Segundo Clarisse, "quanto mais pesquisava, mais ficava claro que desconhecemos nosso país e as peculiaridades de cada etnia indígena". E acrescenta: "A arte é uma forma de sensibilizar os pequenos para a diversidade das culturas indígenas, o respeito aos diversos estilos de vida e a ampliação do repertório visual e sonoro. O patrimônio imaterial deve circular entre crianças e jovens, que conduzirão o futuro do país. Espero que a peça ajude neste processo".

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Clarisse Fukelman/ Direção: Claudio Mendes/ Direção Musical e arranjos: Liliane Secco/ Elenco: Elizândra Souza, Fabio Enriquez, Leandro Castilho, Marcia do Valle/ Iluminação: Djalma Amaral/ Figurino, cenário e adereço: Carlos Alberto Nunes/ Cenógrafa, figurinista e aderecista: Arlete Rua/ Consultores: Paulo S. Delgado e Gilson Moraes da Costa / Programação Visual: Estúdio Insólito/ Fotografia: Claudia Ribeiro/ Assessoria de Imprensa: Clóvis Corrêa/ CICLO Comunicação/ Produção Executiva: Bárbara Montes Claros/ Direção de Produção: Clarisse Fukelman Promoções/ Assistente de Produção: Thais Pinheiro/ Projeto e Realização: Veredas Produções.

 

Sinopse

"Tem Fogo na Mata" traz a aventura de D. Ribeirinha, que sai do Pantanal com a tarefa de conduzir uma chama de fogo dos Terena até os Xavante. Para isso, terá de atravessar o Cerrado até chegar na fronteira com Goiás. Acompanhada do atrapalhado Sr. Cidade, turista que não sabe lidar com a natureza, enfrenta as artimanhas do ambicioso Corpo Seco e seu bando, que assombra a região, a ponto de as cores estarem desaparecendo. A ajuda de seres lendários e a sabedoria indígena serão essenciais nesta peripécia perigosa e divertida.

 

SERVIÇO

Temporada: até 16 de julho

Transmissão em Libras: 17/06, sábado, às 16h (sessão única)

Espetáculo teatral: Tem Fogo na Mata

Gênero: infantil

Texto e Pesquisa: Clarisse Fukelman.

Direção: Claudio Mendes

Direção musical: Liliane Secco

Elenco: Elizândra Souza, Fabio Enriquez, Leandro Castilho e Marcia do Valle

Local: Sesc Tijuca / Teatro I

Endereço: Barão de Mesquita, 539 - Tijuca, RJ

Telefone: 4020-2101

Dia/Hora: Sábados e domingos: 16h

Sessões extras nos dias 09 e 16/07 às 11h.

Não haverá espetáculo nos dias 24 e 25/06

 

Ingressos: R$10,00 (inteira), R$5,00 (meia-entrada para casos previstos por lei, estendida a professores e classe artística mediante apresentação de registro profissional*), gratuito (credencial plena Sesc e público PCG).

 

Bilheteria:

Terça a sexta: 7h às 19h30

Sábado: 9h às 19h

Domingo: 9h às 18h

Duração: 60 minutos

Capacidade: 228 lugares

Faixa etária: classificação livre. Recomendado a partir de 5 anos.

 

-Clóvis Corrêa-

Assessoria de Imprensa

Tem Fogo na Mata - Foto de Capa: Divulgação

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