Em tempos de quarentena, Luciana Biulchi fala sobre benefícios da solidariedade para a saúde mental

Dicas de psicologia

Apesar do termo isolamento social e quarentena durante a pandemia, a solidariedade nesse momento tão difícil contribui para imunidade das pessoas já que entendemos que se a gente se cuidar também estamos cuidando do outro, temos então uma potencialidade de cuidar do próximo à partir das nossas escolhas. Através da solidariedade e da cooperação vamos vencendo dificuldades e aprendendo a superarmos diversas situações em nossas vidas.

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Quando praticamos a solidariedade contribuímos também para uma melhora na nossa qualidade de vida, é através do contato que o homem se faz, se transforma e se desenvolve. É o que explica a psicóloga Luciana Biulchi 35 anos.

– Apesar das pessoas estarem em suas casas as ações de soliedariedade e de cooperação, ajudando ao próximo seja através de alimento ou apenas um acolhimento, um gesto de carinho, nos retoma ao que somos, seres relacionais, e com isso podemos também escolher como serão essas relações, de cooperação ou de competição. Além disso, quando você produz algo que te faça bem, você produz mais serotonina que é um neurotransmissor que possui interferência no humor, na ansiedade e na agressão, ela ainda controla nosso sono, emoções, ânimo e apetite. Se formos pensar de uma forma mais ampla, o ser humano é um ser integrado com o mundo, e nossas emoções, sentimentos e sensações estão ligadas com o campo, meio, ambiente e essas relações nos afetam o tempo todo, afirma Luciana.

Ao falarmos em solidariedade, podemos falar do coordenador e mestre da instituição “Vidigal Capoeira” no Rio de Janeiro.

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Filho de maranhenses, mas nascido na cidade maravilhosa. Messias, sua esposa; Silvia Freitas e amigos iniciaram uma campanha em prol de ajudar os mais afetados com o isolamento social no bairro onde moram. Devido a eficácia no recolhimento e distribuição de cestas e kits de higiene foi convidado pelo Favela Inc a fazer parte do coletivo “Vidigal Vive” (união de várias instituições do Vidigal que tem como objetivo minimizar o impacto gerado com a pandemia.)

Juntos mapearam mais de 2 mil familias, recolheram e entregaram mais de mil cestas, kits de higiene e máscaras. E de acordo com Messias a ideia é estender para a comunidade vizinha ( Chácara do Céu)  e continuar mesmo após a quarentena.

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Messias atua no Vidigal há mais de 20 anos facilitando o acesso as aulas de capoeira e cultura popular, esse trabalho lhe rendeu muito conhecimento e sucesso dentro e fora do país e sentiu a necessidade de criar algo como contrapartida de tudo que o Vidigal lhe  proporcionou. E assim surgi o “Projeto Vidigal Capoeira” que nesse ano completa 9 anos de existência. Trata- se de uma instituição que leva acesso a quem não tem, a cultura afro brasileira gratuitamente.

-Assim que começou o caos da pandemia começamos a nos preocupar com a nossa rede de alunos e amigos que ficaram desempregados e sem renda, percebemos que o número de pessoas com dificuldades só aumentavam mesmo não tendo ligação direta conosco. E como as atividades do projeto estava paradas, entrei em contato com os amigos que moram fora do Vidigal que acreditam e acompanham o nosso trabalho são; mestre de capoeira Apache, arquitetas; Alessandra Reis e Ana Cano Milman Neuropsicóloga Leila Spezani, Fonoaudiologa Viviane Rimes, advogada Cristiane Motta e a Loja Somos Todos Capoeira. Morar na favela é algo mágico não sei se isso acontece devido a arquitetura do lugar onde as casas são muito próximas uma das outras, e que em sua grande maioria, o que divide, é apenas uma parede da casa um do outro, ou se é a maneira que nos comunicamos e vivemos. Se é a mistura de cultura, ou o jeito que nos divertimos, e improvisamos diante de uma dificuldade, ou seja resiliência total.

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A coletividade e a vontade de ajudar e fazer o bem é muito forte e o que nos incomoda é saber que o nosso entorno não está bem, então pra gente do que adianta nós estarmos bem se há muitos moradores passando por dificuldades?

Para nós ser humano tem que está em primeiro lugar, antes dos lucros do patrimônio, economia e da falsa felicidade. Nós lidamos com pessoas no dia a dia e o Vidigal é feito de pessoas de personagens tem uma veia artística pulsante é algo que encanta além da vista do mar, por isso que nos preocupamos com o outro e fazemos o que deve ser feito para nós permanecer forte e principalmente unidos.Em fevereiro de 2019 passamos por uma enchente que atingiu grande parte da favela e vários pontos do Rio de janeiro, o Vidigal por dias ficou ilhado e passamos por essa graças a união dos moradores e a solidariedade de instituições como a nossa. O nosso diferencial aqui é dividir o que temos, e não, dar o que sobra. Essa é a diferença e não precisamos ser ricos para fazer isso, aqui é notório que, quem menos tem são os que mais ajudam. O pouco vira muito, e todo esse esforço é feito com segurança e muito cuidado para preservarmos a nossa saúde e a dos atendidos nessa campanha.Possuimos três filhos, e deixamos com uma amiga em casa, para poder doar nosso tempo nesse propósito e momento tão delicado, ajudar outras famílias nos deixam mais tranquilos e com a esperança de que  tudo isso vai passar, explica Messias.

 

 

 

 

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-Elaine Cruz-

Assessora de Imprensa

 

 

 

 

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