E hora de parar, pensar e refletir. Psicóloga Marihá Lopes fala das reflexões de fim de ano

"Que ano, meus amigos!"

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Que ano, meus amigos! Que ano! Começamos 2020 com muitas alegrias, carnaval chegando para a animação de todos e, de um dia para o outro, entramos em quarentena. Tudo fechado e a necessidade de nos mantermos reclusos para diminuir a propagação do novo coronavírus. O que ouvíamos foi diferente do que acabou sendo: a quarentena de 15 dias passou para mais de 40 e extrapolou todos os limites. 

 

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Limite, do dicionário: momento, espaço de tempo que determina uma duração ou que separa duas durações. Em 2020, ultrapassamos todos os limites. Na área da saúde mental, o que se viu foi uma explosão de casos de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático provenientes do que foi vivido ao longo da quarentena imposta pela pandemia. Momentos de luta e de luto.  

A ideia deste texto não é trazer dicas de como diminuir os sintomas de ansiedade ou da depressão. Já lemos sobre isso durante todo o ano. A proposta é focar no que ainda deu certo esse ano, como uma tentativa de impor esse limite e colaborar para que possamos ver e viver também as coisas boas realizadas. Nesses momentos é comum usarmos uns “óculos escuros” onde tudo o que podemos ver à nossa frente está totalmente distorcido ou passando despercebido. Tentarmos perceber o que ainda tem de bom ao nosso redor nos ajuda a tirar um pouco esses “óculos”. Apesar de termos recebido enxurradas de notícias ruins, tivemos muitas coisas boas e humanas feitas.  

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Muitas coisas foram modificadas ao longo desses últimos meses. Tivemos relatos de fortalecimento de vínculos pessoais e inovações pensadas para diminuir os impactos vividos por todos nós durante a pandemia. Observamos o quanto o ser humano consegue se reinventar, apesar de toda dor, para ajudar quem mais precisa. Em meio a um misto de emoções com notícias trazendo números crescentes da doença, vimos pessoas que conseguiram elaborar projetos e ações para diminuir o seu impacto na vida de muitas outras pessoas.  

Apesar de toda dor, o homem ainda conseguiu impor esse limite, separando o desespero vindo com o vírus do que ainda há de bom nos seres humanos: companheirismo, ajuda humanitária e contribuições sociais.  Imponha esse limite, tire esses “óculos escuros” e tente perceber o que de positivo foi feito próximo a você. 

Marihá Lopes é psicóloga clínica, especialista em terapia cognitiva comportamental e psicologia social. 

Mais informações em www.marihalopes.com

 

 

 

 

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-Fato Coletivo-

 

 

 

 

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