“Black Eyed Peas” retorna à cena convertido ao Ativismo

Preto é cor, negro é raça!

Não estou me referindo a nomes como “Public Enemy”, “Paris”, “Dead Prez” ou agora mais recentemente “Kendrick Lamar”, mas ao “Black Eyed Peas”, grupo de Rap internacional de estilo extremamente oposto aos já citados, cujo retorno após uma longa entressafra de oito anos longe dos palcos, apresenta um perfil de deixar os fãs com um grande ponto de interrogação nas cabeças…

“Street Livin’“ (Vivendo na Rua, em bom português), single que deu origen ao vídeoclipe lançado oficialmente em 8 de janeiro de 2018, traz ao cenário atual um Black Eyed Peas de Punhos Cerrados para o alto, acompanhado por um sample reflexivo de trompete, extraído da canção de “Pouca Duração”, de “Os Catedráticos” [conjunto brasileiro de Bossa Nova e Jazz Instrumental suegido nos anos 1960, formado por nomes ilustres como “Eumir Deodato”, “Wilson das Neves” e “Luiz Marinho”].

Em Street Livin, temas como o “racismo da polícia” e do “sistema judicial” enquanto sistemas promotores das desigualdades entre brancos e negros nos Estados Unidos, surpreendem quem durante os aureos anos do grupo durante a primeira década de 2000, habitou-se com um Black Eyed Peas mais festivo. Aliás, em seu vídeoclipe, frases como “take action now” [“entre em ação agora”] e “stay woke” [“permaneça acordado”] sinalizam explicitamente sobre o seu ativismo afro-americano, com base em questões sociais e raciais sob a ótica do “Movimento Black Lives Matter” [movimento ativista internacional, com origem na comunidade Afro-americana em 2013, contra a violência direcionada as pessoas negras, com fins voltados para a organização de protestos em torno da morte injusta de negros sob a mira policial, além de questões mais amplas de discriminação racial, brutalidade policial, e a desigualdade racial no sistema de justiça criminal dos Estados Unidos].

Ainda sobre o ponto de vista do videoclipe, os integrantes do grupo são apresentados de forma subjetiva, dando asas à uma produção criativa que convida ao espectador a ter contato direto com episódios marcantes da história norte-americana, retratada por imagens em preto e branco ventriculadas aos versos do Rap; ou seja, imagine “Malcolm X” e “Martin Luther”, interagindo sob as vozes do Black Eyed Peas…!!!

Formado em Los Angeles, Califórnia em 1995, o Black Eyed Peas era composto por “Will.I.Am”, “Apl.de.ap”, “Taboo” e “Fergie”. Desde seu terceiro álbum “Elephunk” em 2003, o grupo já vendeu mais de 35 milhões de álbuns e 41 milhões de singles.

Paz e Respeito!

 

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Clica no play!

 

 

 

Por: DJ “Zulu” TR.

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